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Serra convoca oposição para aproveitar 'crise' e critica economia: 'O partido do poder sonha com milagre'

Ex-governador de São Paulo vai assumir mandato de senador no próximo dia 1º de fevereiro

Brasil|Do R7

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José Serra disse que oposição tem que "apontar rumos" à população
José Serra disse que oposição tem que "apontar rumos" à população

Prestes a assumir seu mandato no Senado no próximo dia 1° de fevereiro, o ex-governador de São Paulo José Serra disse nesta quinta-feira (22) que a oposição deve aproveitar o momento de crise que o governo Dilma Rousseff atravessa para se inserir na “discussão dos rumos” do País.

— O papel da oposição é de criticar, vigiar etc. Mas, ao mesmo tempo, mostrar alternativas. Apontar rumos até para mobilizar a população para mudar coisas que estão estabelecidas e que não têm rumo nenhum.


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O senador recém-eleito avalia que o PT não tem condições de oferecer alternativas para os problemas da economia brasileira.


— O partido do poder sonha com algum milagre. Para que as crises vão passando até chegar em 2018 e eleger o Lula. A única estratégia presente, a única visão de longo prazo que se tem é essa. O sistema de poder não tem ideia nenhuma a respeito do Brasil. Então é uma vantagem relativa que tem que ser posta, para que a oposição possa se beneficiar de alguma maneira desse tipo de ação.

O tucano disse ainda que o ajuste fiscal promovido pela nova equipe econômica na tentativa de reequilibrar as finanças do País é “modesto”.


— A questão fiscal estava levando a uma deterioração das expectativas em relação ao Brasil, o que poderia levar à perda do nosso grau de investimento e a criação de maiores dificuldades para se conseguir financiamento externo. A equipe econômica se concentrou no objetivo de impedir essa perda. A ideia que o governo vai assumir controle das suas contas é poderosa. Embora esse controle ainda não exista. Mas é interessante observar a modéstia desse ajuste. A estimativa de superávit primário é a segunda menor nos últimos quinze anos.

Serra afirmou que, se estivesse na posição do governo, faria uma revisão de todos os contratos firmados pelo poder público para aumentar o corte de gastos no País.

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