Servidores da Cultura em greve abraçam Museu Nacional de Brasília em protesto
Grevistas reivindicam melhores salários e plano de carreira
Brasil|Da Agência Brasil

Servidores do Ibram (Instituto Brasileiro de Museus) deram, nesta sexta-feira (16), um abraço simbólico no Museu Nacional de Brasília. A ação faz parte das atividades da greve dos trabalhadores da Cultura, que começou na última segunda-feira (12).
Os grevistas reivindicam equiparação salarial com os funcionários da Ancine (Agência Nacional de Cinema) e da Fundação Casa Ruy Barbosa, além de melhores condições de trabalho e maior participação nas políticas públicas do Ministério da CulturA. Os servidores pedem ainda a unificação da categoria.
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Um dos organizadores do movimento, o servidor Michel Correia, disse que os últimos acordos firmados pela categoria não foram cumpridos.
— Em 2005, 2007 e 2011, assinamos acordos com o governo e vários desses pontos não foram cumpridos, como a criação de um plano de carreira, equiparação salarial entre diferentes órgãos da pasta e racionalização de cargos.
Negociação
Nesta quinta-feira (15), no Rio de Janeiro, houve uma tentativa de negociação entre os servidores do Ministério da Cultura e os representantes da secretaria-executiva do órgão e da Secretaria de Relações de Trabalho do Ministério do Planejamento. No entanto, a reunião acabou sem acordo.
Durante o encontro, o governo disse que não vai autorizar aumentos salariais neste ano, para evitar impacto fiscal. Por meio de nota, o Ministério da Cultura informou que pela terceira vez se reuniu com representantes da Condsef (Confederação dos Trabalhadores do Serviço Público Federal) e acertou que “pontos mais específicos serão levantados para que se possa fazer uma análise e dar continuidade às negociações”.
Segundo o presidente da Asbram (Associação dos Servidores do Ibram), André Angulo, a greve continua por tempo indeterminado.
— O ministério fala que não está autorizado a dar nenhum aumento, não discutindo nenhum impacto no orçamento. Não chegamos a um consenso. Só propuseram a criação de um grupo de trabalho para ver acordos anteriores que não foram cumpridos desde 2007.
A greve paralisou atividades do setor em mais de dez estados. Treze dos 30 museus administrados pelo Ibram, como o Museu Nacional de Belas Artes, no Rio, e o Museu da Inconfidência, em Minas, não funcionaram nesta sexta-feira.















