Sessão para analisar processo contra Eduardo Cunha pode ser antecipada para quarta
Relator pediu a mudança ao entregar parecer favorável à continuidade da ação
Brasil|Rodrigo Vasconcelos, do R7, em Brasília

Depois que o deputado Fausto Pinato (PRB-SP) entregou mais cedo o parecer sobre a representação contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o Conselho de Ética pode antecipar a reunião de análise do processo para esta quarta-feira (18).
A sessão está marcada para a próxima terça-feira (24), mas Pinato pediu que a data fosse alterada. Ele é o relator do processo, e entregou o parecer favorável ao seguimento da representação contra Cunha nesta segunda-feira (16), três dias antes do prazo limite.
O presidente do Conselho de Ética, deputado José Carlos Araújo (PSD-BA), já havia sinalizado da possibilidade de adiantar a reunião caso recebesse o parecer preliminar com antecedência. Para evitar o risco de falta de quórum, esta quarta-feira seria o único dia viável para acatar o pedido de Pinato.
De acordo com sua assessoria, Araújo pretende analisar o parecer primeiro para depois divulgar se a sessão do conselho será ou não antecipada. O deputado se encontra na Bahia, e deve chegar a Brasília nesta terça-feira (17).
Com relação a Cunha, a expectativa é a de que o presidente da Câmara entregue sua defesa prévia ao Conselho de Ética na terça ou na quarta.
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No último dia 13 de outubro, as bancadas do PSOL e da Rede Sustentabilidade entraram com representação contra Cunha no Conselho de Ética por suposta quebra de decoro parlamentar. Ele teria mentido em depoimento à CPI da Petrobras ao afirmar não ter contas no exterior. Documentos dos Ministérios Públicos do Brasil e da Suíça apontam a existência de contas bancárias em nome de Cunha e de familiares no país europeu.
A PGR (Procuradoria-Geral da República) confirmou a existência de ativos na Suíça em nome do deputado e de familiares dele. O valor total seria perto de US$ 5 milhões (cerca de R$ 20 milhões segundo a cotação atual do dólar).
Ao votar pelo seguimento do processo, Pinato levou em consideração o depoimento do delator na Operação Lava-Jato, Júlio Camargo. O lobista afirmou que Cunha recebeu US$ 5 milhões por contratos de aluguel de navios-sonda da Petrobras. O valor foi confirmado em setembro durante delação premiada por Fernando Baiano, operador do PMDB (partido de Cunha) no esquema investigado pela Polícia Federal.















