Logo R7.com
RecordPlus
Notícias R7 – Brasil, mundo, saúde, política, empregos e mais

Suíça bloqueia R$ 1,3 bilhão de negócios suspeitos com a Petrobras

Procuradoria-geral do país europeu anunciou ainda que R$ 387 mi serão repatriados ao Brasil

Brasil|Do R7, com informações da Reuters

  • Google News
Procuradoria suíça quer devolver grana suja aos 'legítimos donos'
Procuradoria suíça quer devolver grana suja aos 'legítimos donos'

A Procuradoria-Geral da Suíça anunciou nesta quarta-feira (18) que congelou um montante de R$ 1,3 bilhão (US$ 400 milhões) aplicados no país, fruto de negócios suspeitos envolvendo a Petrobras. O dinheiro não pertence à petroleira, mas sim a empresas e/ou pessoas físicas que supostamente desviaram recursos de contratos de empreiteiras com a Petrobras.

O órgão suíço informou que, desde abril do ano passado, iniciou nove investigações sobre o caso Petrobras, com o objetivo de apurar cerca de 60 relatórios sobre transações suspeitas apontadas pela Operação Lava Jato, que apura um esquema de pagamento de propina com recursos de licitações fraudadas na estatal, com envolvimento de políticos, empreiteiras e ex-diretores da petroleira.


As investigações envolvem oito cidadãos brasileiros, além de pessoas ainda não identificadas.

Leia mais notícias de Brasil e Política


O órgão europeu avisou ainda que cerca de R$ 387 milhões (US$ 120 milhões) em ativos congelados por conta das investigações de corrupção na Petrobras estão sendo repatriados ao Brasil.

Em comunicado, a Procuradoria-Geral da Suíça informou que “a liberação de mais de 120 milhões de dólares reflete a clara intenção da Suíça de tomar uma posição contra o mau uso de seu centro financeiro para propósitos criminosos, e visa a devolução dos recursos de origem criminosa aos legítimos donos".


De acordo com a nota da procuradoria, as apurações descobriram, até o momento, mais de 300 contas em mais de 30 bancos na Suíça, que aparentemente foram usadas em processo de pagamento de propina no esquema.

O comunicado foi divulgado após dois dias de trabalhos entre o procurador-geral da República do Brasil, Rodrigo Janot, com o seu colega suíço, Michael Lauber, em Brasília.


Acusações de corrupção na Petrobras têm abalado o Brasil, com partidos de oposição pedindo ao STF (Supremo Tribunal Federal) investigação do envolvimento da presidente Dilma Rousseff no caso.

Dilma tem negado ter conhecimento sobre a corrupção na Petrobras enquanto era presidente do Conselho de Administração, em período em que muitos dos supostos desvios aconteceram. Ela tem defendido uma investigação completa.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.