Temer assina decreto que autoriza intervenção federal no Rio
Governo federal convocou Exército para intervir na segurança do Rio; policiais militares e soldados ficarão sob o comando do general Braga Netto
Brasil|Diego Junqueira e Giuliana Saringer, do R7, em São Paulo

O presidente Michel Temer assinou às 13h30 desta sexta-feira (16) a intervenção do governo federal na área de segurança do Rio de Janeiro. Ao lado do governador fluminense Luiz Fernando Pezão, o presidente afirmou que não tolera mais a violência no Estado e por isso convocou o Exército para intervir.
— Chega! Basta! Nós não vamos aceitar que matem nosso presente nem continuem a assassinar o nosso futuro.
Temer anunciou como interventor o general Walter Souza Braga Netto, responsável pelo Comando Militar do Leste, que coordena as forças militares nos Estados de Espírito Santo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.
Ao justificar o decreto de intervenção, o primeiro desde a redemocratização, Temer afirmou que “as circunstâncias assim exigem”.
Na avaliação de Temer, o crime organizado "quase tomou conta do Estado do Rio de Janeiro" e está se "espalhando pelo país" e "ameaçando a tranquilidade do nosso povo".
— O governo dará respostas duras, firmes e adotará todas as providências necessárias para enfrentar e derrotar o crime organizado e as quadrilhas. Não podemos aceitar passivamente a morte de inocentes. É intolerável que nós estejamos enterrando pais de família, trabalhadores, policiais, jovens e crianças e vendo bairros inteiros sitiados, escolas sob a mira de fuzis e avenidas transformadas em trincheiras.
Intervenção contra crime organizado
Durante o discurso, Temer afirmou que o general Braga Netto "terá poderes para restaurar a tranquilidade do povo".
Segundo o presidente, o comandante irá coordenar as polícias Civil e Militar, o Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro e as forças do Exército.
— A polícia e as forças armadas estarão nas ruas, nas avenidas e nas comunidades e, unidas, combaterão, enfrentarão e vencerão, naturalmente, aqueles que sequestram do povo as nossas cidades.
Pezão mostra apoio a intervenção e Exército
Após assinar o decreto em que abre mão de controlar a segurança de seu Estado, o governador Luiz Fernando Pezão afirmou que o Rio precisa de apoio para conseguir lidar com a violência.
— Quero registrar que o Rio de Janeiro tem pressa e urgência. Só com a Polícia Militar e a Polícia Civil nós não estamos conseguindo conter a guerra entre facções no nosso Estado.
Pezão agradeceu o apoio do Exército e disse que a integração é fundamental.
— A gente precisa de uma força maior para momentos extremos. Nós estamos vivenciando esse momento, nós precisamos muito dessa integração.
Além de Temer e Pezão, participaram da cerimônia o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general Sérgio Etchegoyen, o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, o ministro da Justiça, Torquato Jardim, e o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.
O que você precisa saber sobre a intervenção federal no Rio
O presidente Michel Temer decidiu, no início da madrugada desta sexta-feira (16), decretar intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro. O Exército passará a ter responsabilidade sobre as polícias, os bombeiros e a área de inteligência do...
O presidente Michel Temer decidiu, no início da madrugada desta sexta-feira (16), decretar intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro. O Exército passará a ter responsabilidade sobre as polícias, os bombeiros e a área de inteligência do Estado, inclusive com poder de prisão de seus membros. *Estagiária do R7, sob supervisão de Ingrid Alfaya

































