Temer oferece Educação e Cultura para o PPS, mas Cristovam se recusa a assumir
Ex-petista disse que não seria ético aceitar cargo durante julgamento de Dilma
Brasil|Mariana Londres e Gustavo Heidrich, de Brasília

O vice-presidente Michel Temer articula intensamente a composição do seu governo nos bastidores do Congresso. Após os nomes praticamente confirmados de Henrique Meirelles na Fazenda, Blairo Maggi na Agricultura e José Serra nas Relações Exteriores, o peemedebista ofereceu ao Partido Popular Socialista (PPS), que tem bancada de nove deputados na Câmara e o senador Cristovam Buarque, o Ministério da Cultura que deverá ser fundido à Educação no projeto de redução de pastas de Temer.
Com largo histórico na área de Educação e já tendo ocupado o ministério durante o governo Lula em 2003, Cristovam disse que foi consultado pela liderança sobre a possibilidade de assumir, mas, em entrevista ao R7, garantiu que não aceitará.
— Não posso fazer parte de um governo provisório enquanto ainda terei de julgar o mérito das acusações contra a presidente Dilma, além disso, considero que dois anos que é o que resta a Temer se o impeachment se confirmar são muito pouco para fazer um projeto consistente.
O senador ainda comentou que votará favoravelmente à admissibilidade do impeachment na sessão desta quarta-feira (11), mas acredita que poderá haver uma reversão do processo na votação do mérito dentro dos 180 dias em que a presidente ficará afastada.
— Bastam 28 votos para que o impeachment seja vetado, são apenas sete a mais do que provavelmente o governo terá hoje, não é impossível. Além disso, Temer começa já com complicações na Lava Jato, TSE e pedido de impeachment contra ele. Se não der uma resposta rápida na Economia, pode perder força rapidamente.















