Brasil Testemunhas de defesa dizem ser 'representadas' por Daniel Silveira

Testemunhas de defesa dizem ser 'representadas' por Daniel Silveira

Depoimentos ao Conselho de Ética reforçaram, ainda, direito de manifestação do deputado, alvo de processo por quebra de decoro

  • Brasil | Do R7

Silveira participou virtualmente da sessão: 'Eu tenho todo o tempo do mundo. Estou preso'

Silveira participou virtualmente da sessão: 'Eu tenho todo o tempo do mundo. Estou preso'

Reprodução

Cinco testemunhas de defesa do deputado federal Daniel Silveira (PSL) foram ouvidas nesta terça-feira (11) em reunião extraordinária do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados. Os depoimentos reforçam a base da defesa de Silveira no âmbito do processo que apura quebra de decoro no episódio do vídeo em que o deputado faz ameaças aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

As testemunhas - um estudante de direito, uma empresária, um procurador de Justiça, um advogado e um major da PM - responderam a questões do relator, deputado Fernando Rodolfo (PL-PE), dos advogados de defesa e do próprio deputado, que participou da sessão virtualmente. Todas se disseram "representadas" pelas palavras de Silveira e defenderam o direito de manifestação do parlamentar. Provocadas por perguntas do deputado, as testemunhas também disseram que políticos de esquerda não são investigados ou punidos da mesma forma.

Ao final dos depoimentos, o relator afirmou que a fase de representação será concluída na próxima terça-feira (18), ocasião em que Daniel Silveira será novamente ouvido e deverá apresentar sua defesa. Questionado pelo relator se poderia comparecer, o deputado foi irônico: "Eu tenho todo o tempo do mundo. Estou preso."

Silveira afirmou que gostaria de participar da próxima sessão presencialmente e foi orientado a pedir autorização ao Supremo nesse sentido. 

Prisão em flagrante

Silveira foi preso em flagrante em fevereiro após ter publicado um vídeo em que ameaça ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e pede o fechamento da mais alta instância do Poder Judiciário através do AI-5, ato mais duro da ditadura militar. A prisão foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes no âmbito do inquérito sigiloso que apura ameaças, ofensas e fake news disparadas contra ministros do STF e seus familiares.

No dia 14 de março, Silveira deixou a prisão, em Niterói, na região metropolitana do Rio de Janeiro, e seguiu para sua casa em Petrópolis, onde cumpre prisão domiciliar.

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