TSE investiga assinaturas coletadas por novo partido
Além do registro do Solidariedade, também deve ser analisado pelos ministros o do PROS
Brasil|Do R7
De posse do processo de criação do partido Solidariedade, o vice-procurador-geral eleitoral, Eugênio Aragão, deve pedir em seu parecer investigação da PF (Polícia Federal) para detectar possíveis fraudes na coleta de assinatura da legenda. Na última quinta-feira, Eugênio Aragão, recém-empossado no cargo, pediu mais prazo para análise do processo que deverá voltar à pauta do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) nesta terça-feira (24).
Segundo ele, o parecer deve ser publicado ao longo do dia de hoje. Além do registro do Solidariedade, também deve ser analisado pelos ministros do TSE o do PROS (Partido Republicano da Ordem Social).
Em entrevista ao Broadcast Político, serviço de informações em tempo real da Agência Estado, o procurador considerou de "altíssimo risco" o procedimento adotado pelo TSE em que as certidões de apoiamento podem ser direcionadas diretamente à Corte Eleitoral, sem precisarem passar por uma triagem nos Tribunais Regionais. Essa dinâmica passou a vigorar desde a criação do PSD em 2011.
— Essa validação direta, esse procedimento é de altíssimo risco. Em alguns casos vai ser preciso a Polícia Federal apurar.
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Segundo ele, chegou-se a encontrar fichas de assinaturas do PROS misturadas com as do Solidariedade.
— Que bagunça é essa? É assustador. Não se pode criar um partido de afogadilho.
Apesar dos problemas encontrados, Aragão sinalizou que não deve apresentar um parecer pelo indeferimento do processo.
— Já há dois pareceres favoráveis, não vou dar nenhum cavalo de pau. Mas tenho que chamar atenção para certos riscos.















