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Victor Laus assume presidência do 'Tribunal da Lava Jato'

Desembargador Luís Alberto d'Azevedo Aurvalle assume como vice-presidente e a Luciane Amaral Corrêa Münch, como corregedora regional

Brasil|Do R7

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Laus é desembargador do TRF4
Laus é desembargador do TRF4

O desembargador Victor Luiz dos Santos Laus assume na próxima quinta-feira (27) a presidência do TRF4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região). O desembargador Luís Alberto d'Azevedo Aurvalle assume como vice-presidente e a desembargadora federal Luciane Amaral Corrêa Münch, como corregedora regional da Justiça Federal da 4ª Região.

Os magistrados serão responsáveis pela gestão do tribunal durante o biênio 2019-2021. A posse ocorrerá no Plenário do TRF4, que ficou conhecido como o "Tribunal da Lava Jato".


Com jurisdição no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, a Corte julga, entre muitas outras atribuições, recursos contra decisões da 13ª Vara Criminal Federal de Curitiba, base e origem da operação que desmantelou esquema de cartel e propinas instalado na Petrobras entre 2004 e 2014 e que levou à condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em duas ações penais, a do triplex do Guarujá e a do sítio de Atibaia.

Laus - com os desembargadores João Pedro Gebran Neto e Leandro Paulsen - integrava a 8ª Turma do TRF4 que impôs ao ex-presidente Lula a ampliação da pena no processo do triplex do Guarujá: 12 anos e um mês de reclusão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, em sentença de janeiro de 2018.


A pena em primeira instância, aplicada pelo então juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara de Curitiba, tinha sido de 9 anos e seis meses de prisão para o petista.

Em abril passado, o STJ (Superior Tribunal de Justiça) confirmou a condenação do ex-presidente, mas reduziu a sanção para 8 anos, dez meses e 20 dias. Lula está preso desde a noite de 7 de abril de 2018 na sede da Polícia Federal em Curitiba. Ele alega inocência e afirma que é vítima de perseguição política.


Após sua eleição, que ocorreu em abril, o novo presidente do TRF4 enfatizou que a Corte deve seguir como "uma instituição firme e voltada ao jurisdicionado".

"Pretendo ter uma Presidência aberta e à disposição de todos para que, juntamente com os outros membros da Administração, possamos manter a corte firme, forte, serena e harmônica, sempre pensando no futuro. Tenho certeza que todos contribuirão para isso. O TRF4 é forte na união dos seus membros. Quem ganha é o usuário do serviço público chamado Poder Judiciário", declarou Laus.

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