Votações na Câmara devem revelar tamanho da crise entre governo e PMDB
Base aliada deve apoiar proposta da oposição e obstruir Marco Civil da Internet
Brasil|Carolina Martins, do R7, em Brasília

O PMDB, maior partido da base aliada da presidente Dilma Rousseff, deve mostrar seu poder de fogo nas votações marcadas para esta terça-feira (11) na Câmara dos Deputados e revelar o real tamanho da crise entre a legenda e o governo.
Os peemedebistas insatisfeitos na relação com o PT podem ser decisivos para aprovação ou rejeição de projetos delicados para o governo.
A expectativa é de que o primeiro item da pauta seja a proposta da oposição para criar uma comissão externa que investigue denúncias de corrupção na Petrobras.
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A sugestão foi discutida em plenário no fim de fevereiro, e recebeu o apoio de oito partidos da base aliada, demonstrando o racha no apoio ao governo.
A falta de consenso sobre a votação da proposta retirou o texto de pauta. No entanto, o próprio PMDB faz pressão para que o requerimento volte a ser discutido no início da sessão ordinária desta terça.
O PT já deixou claro que é contra a comissão e acusa os partidos de oposição de quererem criar um fato político para prejudicar o governo em ano eleitoral. No entanto, se os partidos da base aliada se rebelarem e apoiarem a comissão, a proposta pode ser aprovada.
O objetivo da oposição é formar um grupo de deputados para ir até à Holanda obter mais informações sobre o suposto pagamento de propina de uma empresa holandesa para fechar negócio com a Petrobras.
De acordo com as denúncias, a companhia SBM Offshore, que fornece navios-plataforma para a Petrobras, teria pago R$ 332,6 milhões a funcionários da estatal para fechar um contrato.
Marco Civil da Internet
O projeto que cria o Marco Civil da Internet, uma espécie de “Constituição” do espaço cibernético, também precisa de total apoio da base para ser aprovado conforme o governo deseja.
O texto está trancando a pauta da Câmara desde outubro do ano passado e o líder do PMDB, deputado Eduardo Cunha (RJ), já anunciou que vai votar pela derrubada do texto porque não concorda com alguns pontos.
Sem o apoio do maior partido da base, a proposta tem poucas chances de ser aprovada. Por isso, o texto não deve ser votado antes de um acordo. O relatório do projeto, de autoria do deputado Alessandro Molon (PT-RJ), já foi lido em plenário, mas ainda não foi iniciada a fase de discussão da matéria.















