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‘A gente quer uma resposta do Lula’, diz líder Munduruku após novos protestos na COP30

Alessandra Munduruku, uma das representantes, pressiona por demarcação de territórios e fim de rodovia entre Mato Grosso e Pará

Brasília|Lis Cappi, do R7, enviada especial a Belém

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Alessandra Munduruku, líder indígena, solicita reunião com o presidente Lula sobre a Ferrogrão.
  • Ferrogrão pode prejudicar áreas de conservação e comunidades indígenas entre Mato Grosso e Pará.
  • Protestos pacíficos ocorrem na COP30 para chamar a atenção para a demarcação de terras e impactos da rodovia.
  • Ministras do governo receberem os indígenas, destacando a legitimidade das preocupações apresentadas.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Alessandra Munduruku, ao lado das ministras Marina Silva e Sonia Guajajara Hermes Caruzo/COP30 - 14.11.2025

Alessandra Munduruku, uma das lideranças do povo indígena Munduruku representadas na COP30, cobrou, nesta sexta-feira (14), uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para discutir um pedido contra uma ferrovia que liga Mato Grosso ao Pará, conhecida como Ferrogrão.

“A gente quer uma resposta do Lula”, afirmou Alessandra. “A nossa preocupação é o decreto, a Ferrogrão, isso vai nos prejudicar bastante”, emendou.


Conforme apurou o R7, não há previsão de um encontro entre as lideranças e o presidente. Houve uma promessa de tentativa de agenda por parte do governo, mas não há confirmação se a etapa ocorre ainda durante a COP30.

Veja mais

Ferrogrão: o que é?

O projeto conhecido como Ferrogrão altera limites da área de conservação do Parque Nacional do Jamanxim, no Pará, para a construção de uma ferrovia, pela justificativa de escoamento de produtos agrícolas.


Por cruzar estados, a obra alcança comunidades de Mato Grosso e do Pará, e, atualmente, depende de análise do STF (Supremo Tribunal Federal), mas o projeto conta com defensores dentro do governo Lula. A proposta chegou a ser incluída no Novo PAC (Programa de Aceleração ao Crescimento).

Indígenas, por sua vez, temem o impacto da obra em comunidades e têm levado a pauta para a COP30, desde a inauguração da Cúpula dos Povos, no começo da semana.


A demanda foi levada em protestos com barcos e ganhou destaque nesta sexta, quando manifestantes fecharam locais de acesos à Zona Azul na estrutura da COP. O ato foi pacífico, mas a ação impediu a entrada de negociadores na área restrita a lideranças da conferência.

Em resposta ao ato, as ministras do governo Marina Silva (do Meio Ambiente) e Sonia Guajajara (Povos Indígenas) receberam lideranças do protesto em um auditório fora das dependências da COP30. O encontro também contou com a participação do presidente da conferência, embaixador André Corrêa do Lago.


O embaixador disse que análises mais detalhadas em relação ao protesto ainda são avaliadas e considerou que a conversa foi “positiva”.

“Eles têm preocupações fortes e legítimas e nos transmitiram dois documentos, que recebemos formalmente, e vamos procurar levar à diante todas as preocupações”, disse.

Entre as demandas apresentadas estão avanços ligados à demarcação de terras indígenas e preocupação com hidrovias que alcancem territórios.

Os pontos seguirão sendo pleiteados por comunidades, conforme indicou Alessandra. “A gente não vai permitir, porque a nossa casa é o nosso rio, a nossa floresta.”

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