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Acordo Mercosul-UE dá primeiro passo no Congresso e deve ser votado por comissão nesta terça

Tratado comercial está na pauta de colegiado, mas previsão é de que análise pelo Plenário da Câmara só ocorra após recesso de Carnaval

Brasília|Lis Cappi e Yumi Kuwano, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O acordo Mercosul-UE será votado na Câmara dos Deputados nesta terça-feira.
  • O relatório do deputado Arlindo Chinaglia recomenda aprovação sem alterações no texto do tratado.
  • Os parlamentares devem aprovar ou rejeitar o acordo, que é visto positivamente por diversos partidos e setores, incluindo o agronegócio.
  • O tratado cria uma zona comercial importante e promete benefícios econômicos, com eliminação de tarifas e aumento de empregos no Brasil.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Lula recebeu a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, em janeiro
Lula recebeu a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, no último dia 16, no Rio Ricardo Stuckert/PR - 16.01.2026

O acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia inicia a primeira etapa de votação no Congresso nesta terça-feira (10). O tratado está na pauta da comissão que representa o Brasil no Parlamento do Mercosul, o Parlasul.

A expectativa é de que o texto seja aprovado sem longas discussões e que abra caminho para a apreciação dos deputados em plenário. A votação deve ficar para depois do Carnaval.


O relatório em análise foi elaborado pelo presidente da comissão, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), e sustenta que o Congresso deve dar sinal verde ao acordo firmado entre os dois blocos econômicos. O parlamentar defendeu esse posicionamento na segunda-feira (9), durante reunião com representantes de partidos da Câmara.

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Ainda segundo Arlindo Chinaglia, os deputados só poderão aprovar ou rejeitar o acordo, sem possibilidade de alterar o texto negociado entre o Mercosul e a União Europeia. A votação ainda pode ser adiada caso haja pedido de vista — para mais tempo de análise da matéria.


Mesmo assim, nos bastidores, a aprovação no Congresso Nacional é considerada certa, pois o acordo é visto positivamente por parlamentares de diferentes espectros políticos, além de contar com apoio do agronegócio.

Ao R7, Chinaglia mencionou que o tratado, além de ampliar as negociações entre os blocos e pôr fim a 95% das tarifas sobre produtos importados pela União Europeia, vai gerar postos de trabalho no país.


“O acordo abre acesso preferencial a um mercado de 450 milhões de consumidores e a um PIB [Produto Interno Bruto] de mais de US$ 22 trilhões. Isso significa mais exportações, mais investimentos e mais empregos no Brasil”, completou.

Próximos passos

O acordo entre Mercosul e UE avançou após mais de 25 anos de negociações. O tratado foi aceito por europeus e confirmado entre países lationamericanos no último 17 de janeiro, durante uma cerimônia no Paraguai.


O documento cria uma das maiores zonas comerciais do mundo e marca um novo capítulo nas relações comerciais entre a América do Sul e a Europa.

Para dar validade ao documento, o Congresso Nacional e os parlamentos de outros países do Mercosul precisam ratificar o acordo. No Brasil, após a confirmação da comissão, a análise tramitará pela Câmara e, depois, seguirá para o Senado.

A expectativa é de que o PIB brasileiro cresça 0,46% até 2040, segundo um estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).

Principais pontos do acordo

Eliminação de tarifas alfandegárias

  • Redução gradual de tarifas sobre a maior parte dos bens e serviços;
  • Mercosul: zera tarifas sobre 91% dos bens europeus por até 15 anos;
  • União Europeia: elimina tarifas sobre 95% dos bens do Mercosul.

Ganhos imediatos para a indústria

  • Tarifa zero para diversos produtos industriais, como máquinas e equipamentos.

Acesso ampliado ao mercado europeu

  • Empresas do Mercosul têm preferência;
  • Mais previsibilidade e menos barreiras técnicas.

Compromissos ambientais obrigatórios

  • Produtos beneficiados pelo acordo não podem estar ligados a desmatamento ilegal;
  • Possibilidade de suspensão do tratado comercial em caso de violação do Acordo de Paris.
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