Indústria brasileira reafirma apoio ao acordo Mercosul-UE após tratado ser contestado na Justiça
Após decisão do Parlamento Europeu, CNI mantém apoio ao acordo Mercosul-União Europeia
Brasília|Mariana Saraiva, do R7, em Brasília
LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA
Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A CNI (Confederação Nacional da Indústria) reafirmou, nesta quarta-feira (21), a importância estratégica e os benefícios econômicos do acordo entre o Mercosul e a União Europeia, após a decisão do Parlamento Europeu de encaminhar o tratado para análise do Tribunal de Justiça da União Europeia.
Segundo a entidade, a votação não representa aprovação nem rejeição do acordo, mas faz parte de um procedimento interno previsto no ordenamento jurídico europeu, voltado à verificação da compatibilidade de alguns dispositivos do texto com tratados, leis e normas do bloco.
A CNI informou que acompanha de perto todas as etapas do processo de análise e ratificação do acordo.
Leia mais
Para o presidente da CNI, Ricardo Alban, o acordo é resultado de um longo processo de negociação e tem potencial significativo para impulsionar o desenvolvimento econômico.
“Este é um tratado maduro, equilibrado e amplamente negociado, que prevê uma parceria estratégica com impactos comprovados sobre emprego, renda e produção. É fundamental que esse processo seja concluído e que o acordo entre em vigor o quanto antes”, afirmou.
A confederação destaca que o acordo Mercosul-União Europeia é considerado o mais moderno e abrangente já negociado pelo bloco sul-americano.
Além da redução de tarifas comerciais, o texto inclui regras em áreas como desenvolvimento sustentável e facilitação de comércio, o que, na avaliação da entidade, aumenta a previsibilidade regulatória, reduz custos e estimula investimentos, fortalecendo a competitividade da indústria brasileira.
Dados apresentados pela CNI indicam que os impactos econômicos da parceria já são expressivos. Apenas em 2024, a cada R$ 1 bilhão exportado do Brasil para a União Europeia, foram gerados 21,8 mil empregos, além da movimentação de R$ 441,7 milhões em massa salarial e R$ 3,2 bilhões em produção.
Diante do cenário, a entidade reforça o apoio ao acordo e avalia que a conclusão do processo de ratificação pode representar um avanço relevante para a integração econômica entre as duas regiões e para a inserção internacional da indústria brasileira.
Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp














