Alckmin afirma que acordo Mercosul-UE deve entrar em vigor neste ano
Para ser formalizada, medida ainda precisa passar por aprovações nos países do Mercosul e no Parlamento Europeu
Brasília|Yumi Kuwano, do R7, em Brasília
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O vice-presidente e ministro do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), Geraldo Alckmin, disse que a expectativa é de que o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia entre em vigor ainda neste ano.
A declaração foi dada em entrevista coletiva na tarde desta sexta feira (9).
Segundo Alckmin, o acordo é um passo importante para o mundo em um momento geopolítico de instabilidade. O vice-presidente classificou a medida como o maior tratado já firmado entre blocos econômicos.
“Promove emprego, promove investimento, comércio com regras, fortalece o multilateralismo e fortalece a sustentabilidade, porque nesse acordo o Brasil assume compromissos”, ressalta.
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Após mais de 25 anos de negociações, os blocos chegaram a um acordo nesta sexta-feira. O documento recebeu aprovação provisória depois do aval do Coreper (Comitê de Representantes Permanentes), que reúne os embaixadores dos países do bloco europeu.
Para ser formalizado, o tratado precisa passar por etapas de ratificação internas — o processo pode levar meses, ou até anos, dependendo do ritmo de cada país.
O acordo será submetido ao Parlamento Europeu e, nos países do Mercosul, também precisa passar pelos Congressos do Brasil, da Argentina, do Paraguai e Uruguai. Cada país segue seus próprios ritos legislativos.
No entanto, o vice-presidente salientou que, se a medida for aprovada pelo Congresso Nacional e pelo Parlamento Europeu ainda no primeiro semestre, o Brasil não dependerá da ratificação dos parlamentos de outros países do Mercosul.
“Se nós aprovarmos no primeiro semestre, não dependemos da Argentina, do Paraguai e Uruguai. Já entra em vigência”, afirma.
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