Alcolumbre defende ‘paz entre Poderes’ na volta do Congresso
Presidente do Congresso disse haver necessidade de diálogo, mas destacou que isso não significa ‘omissão’
Brasília|Lis Cappi e Yumi Kuwano, do R7, em Brasília
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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), defendeu nesta segunda-feira (2), durante a cerimônia que marcou a retomada dos trabalhos do Congresso, que 2026 seja um ano de “paz” entre os Poderes.
“Faço um apelo ao país: precisamos, mais do que nunca, de diálogo, de bom senso e de paz”, afirmou Alcolumbre.
Apesar do aceno, o senador amapaense marcou posição em favor das prerrogativas de cada Poder e afirmou que defender a paz não representa omissão.
“É preciso afirmar com absoluta clareza: defender a paz nunca foi, e nunca será, sinônimo de omissão. Nosso desejo de paz não significa que tenhamos meto da luta”, pontuou.
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Sem mencionar diretamente o Palácio do Planalto ou o STF (Supremo Tribunal Federal), Alcolumbre disse que o Congresso cumprirá suas funções com independência.
“Cada Poder tem sua função. Cada Poder tem seu papel. É do respeito mútuo entre eles que nasce a estabilidade de que o Brasil precisa”, defendeu.
Antes dele, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), fez um discurso em defesa da autonomia do Congresso e defendeu que os parlamentares tenham voz para decidir sobre a aplicação de emendas.
Congresso em 2026
O Congresso começa 2026 pressionado a cumprir o calendário de votações em função do período eleitoral, que vai antecipar a análise de propostas consideradas prioritárias.
A expectativa é de que as primeiras semanas sejam voltadas à discussão do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia. O texto começará a tramitar na Câmara assim que for enviado pelo Planalto.
O presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), deu a previsão de análise até o Carnaval. Na sequência, o acordo seguirá ao Senado.
Em outra frente, há expectativa de debates ligados à pauta da segurança pública, com análise da PEC que dá mais autonomia ao governo para a definição de programas na área, além do projeto de lei contra facções criminosas, conhecido como PL Antifacção.
Parlamentares preveem, ainda, discutir mudanças ligadas à jornada de trabalho, como o fim da jornada 6x1, bem como debates ligados ao uso da inteligência artificial, em função da proximidade com as eleições.
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