Após mortes de bebês, UTI neonatal do Hospital de Ceilândia só vai receber casos muito graves
Mais duas crianças estão internadas na unidade com a bactéria serratia
Brasília|Do R7

Para evitar novas contaminações, o secretário de Saúde do DF, Rafael Barbosa, informou que, a partir de agora, a UTI Neonatal do HRC (Hospital Regional de Ceilândia) só receberá casos graves. As mortes dos dois bebês na unidade, ocorridas neste domingo (14), são investigadas pela Secretaria de Saúde, que descarta um novo surto da bactéria Serratia na unidade.
— Temos oito leitos, seis estão ocupados e essa medida é de contenção. Não fechamos a UTI, como da outra vez. Pedimos apenas que as pessoas busquem as outras unidades da rede.
Segundo Barbosa, há dois bebês internados na unidade de Ceilândia com a bactéria serratia, mas ambos estão isolados e respondem bem ao tratamento com antibióticos.
— É impossível existir um ambiente hospitalar livre dessa bactéria. Todas as pessoas a carregam no organismo, pois elas habitam o sistema gastrointestinal. O problema é quando a Serratia vai para a corrente sanguínea.
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Segundo Barbosa, os dois pacientes que morreram neste domingo, eram prematuros, com baixo peso e imunidade, e que o controle de surtos nas unidades de saúde é feito semanalmente, e, quando necessário, a própria pasta torna público o fato.
Em abril deste ano, o Governo do Distrito Federal assumiu que havia um surto da bactéria na UTI neonatal do HRC e chegou a interditar a unidade de saúde. Na época, sete bebês que estavam internados morreram.
Nos hospitais, os riscos de contaminação pela bactéria serratia ocorre devido à umidade presente em equipamentos de respiração e nas mãos dos profissionais de saúde que têm contato direto com as crianças. Segundo especialistas, estes microorganismos se concentram e se reproduzem em ambientes com maior umidade.A bactéria causa diminuição das plaquetas e coagulação do sangue.
Segundo infectologistas, os bebês de até um ano de idade são os que correm mais riscos de infecção por bactérias. A fragilidade é ainda maior em recém-nascidos com até um mês de vida.













