Brasília Apreensão de armas e prisões em fronteiras e divisas crescem 50%

Apreensão de armas e prisões em fronteiras e divisas crescem 50%

De janeiro a julho de 2021, foram confiscadas 1.113 armas, 373 a mais que em 2020; o número de prisões também aumentou 50%

  • Brasília | Emerson Fraga, do R7, em Brasília

Apreensão de drogas, armas e dinheiro feita no Amazonas

Apreensão de drogas, armas e dinheiro feita no Amazonas

Foto: Ministério da Justiça e Segurança Pública

A apreensão de armas em fronteiras internacionais e divisas interestaduais aumentou quase 50% de janeiro a julho de 2021 em comparação com o mesmo período do ano passado. Os dados são do Programa Nacional de Segurança das Fronteiras e Divisas (Vigia) do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

De janeiro a julho de 2021, foram confiscadas 1.113 armas, 373 a mais que em 2020. Entre as armas apreendidas, estavam armas artesanais, espingardas, fuzis, garruchas, metralhadoras, pistolas e revólveres. Se estiverem em condições de uso, as armas são doadas às polícias para reaproveitamento - se não, são destruídas.

Também houve aumento na apreensão de drogas no mesmo período. De janeiro a julho deste ano, foram mais de 390 toneladas, contra 346 toneladas em 2020. Foram apreendidos ainda 2.039 veículos, contra 1.927 nos primeiros sete meses do ano anterior, o que representa um aumento de quase 6%.

O número de prisões efetuadas durante as operações também subiu: de 2.900 em 2020 para 4.351 em 2021 – um aumento de 50%. O prejuízo aos criminosos com as apreensões foi de mais de R$ 1,4 bilhão até julho de 2021. Até o mesmo mês do ano passado, foi de R$ 953 milhões – um crescimento de mais de 30%.

“Os resultados expressivos mostram que o governo federal está empenhado no combate ao crime organizado. A integração entre as forças de segurança pública federais e estaduais, além de outras instituições parceiras, está cada vez mais empenhada para que o nosso país vença a luta contra o crime”, afirma o coordenador-geral de Fronteiras do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Saulo Sanson.

O Brasil faz fronteira com todos os países da América do Sul, exceto Chile e Equador. O Programa Vigia está em todos os estados de fronteira (PR, MT, MS, AM, AC, RO, RR, SC, RS, PA e AP) e nas divisas de quatro outros estados (CE, TO, GO e RN). São mil policiais atuando diretamente no programa. O trabalho é uma cooperação entre Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Civil, Polícia Militar, Força Nacional de Segurança Pública, Corpo de Bombeiros Militares, Instituto Nacional do Meio Ambiente (Ibama), Receita Federal, Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Exército Brasileiro, Marinha do Brasil e Força Aérea Brasileira.

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