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Assessor do gabinete de Bolsonaro citado em caso das joias procurava emprego na internet

Em um site especializado em carreiras, Marcelo Câmara procurava vagas de diretor e ressaltou a experiência na Presidência

Brasília|Rafaela Soares, do R7, em Brasília

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Ex-assessor de Bolsonaro pedia emprego na internet
Ex-assessor de Bolsonaro pedia emprego na internet Foto: Reprodução/Linkedin

Ex-assessor do gabinete do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o coronel Marcelo Câmara estava à procura de emprego, como mostra uma postagem feita em um site especializado em carreiras (veja o post abaixo). "Agradeço, antecipadamente, por quaisquer conexões", afirmou o militar. Câmara é citado no relatório da Polícia Federal (PF) da operação de combate a crimes de peculato e lavagem de dinheiro ligada ao caso das joias recebidas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro de governos estrangeiros.

Na postagem, o coronel utiliza a hashtag #Opentowork, que, em tradução livre, significa "aberto ao trabalho". Câmara descreve-se como um "expert em planejamento estratégico e operacional" e em "gerenciamento e controle das informações".

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Página em que Marcelo Câmara pedia emprego na internet
Página em que Marcelo Câmara pedia emprego na internet

Além disso, a página também traz informações sobre o papel do militar enquanto trabalhava no gabinete do ex-presidente Jair Bolsonaro. Marcelo Câmara ocupava o cargo de assessor especial do Gabinete Pessoal da Presidência.

"A Assessoria Especial assiste diretamente o presidente da República no desempenho de suas atribuições", destaca.

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À procura de emprego

Câmara não é o primeiro ex-componente do governo Bolsonaro a procurar emprego. Silvinei Vasques — ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal, preso na operação da PF que investiga a susposta interferência nas eleições de 2022 — pediu emprego a uma empresa que fechou negócios com o governo durante a gestão dele na PRF.

Um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) — órgão de inteligência financeira do Banco Central — mostra movimentações financeiras atípicas por parte da empresa Combat Armor Defense do Brasil. O documento apresenta créditos na casa de R$ 28 milhões em dois anos, quando o capital da empresa era de R$ 1 milhão. O período avaliado é de abril de 2021 ao início deste ano

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