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Repórter denuncia colega de trabalho por injúria racial após ser chamada de 'babuína'

Justiça negou o pedido de prisão do homem, mas determinou a proibição de contato com a vítima

Balanço Geral DF|Do R7

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Uma repórter de 31 anos denunciou o radialista Breno Marcelino Ferreira, de 36 anos, por injúria racial, difamação e perseguição. Clícia Balbino registrou quatro boletins de ocorrência pela Polícia Civil de Goiás e acusa o homem de persegui-la e humilhá-la nas redes sociais.

Os dois eram colegas de trabalho em uma rádio do município de Formosa, em Goiás, onde Clícia foi contratada no dia 10 de maio deste ano. Por causa de um acidente de moto, ela precisou realizar um procedimento cirúrgico e foi afastada do serviço por quatro meses. Durante esse período, ela teria sido substituída por Breno.

Segundo a vítima, as agressões verbais e ofensas raciais começaram em setembro, quando ela retornou ao trabalho. Ela afirma que o homem chegou a atacar a integridade dela e da mãe, além de ter a perseguido nas redes sociais e a humilhado publicamente. Além disso, ela conta que Breno a atacava com xingamentos ao se esbarrarem na rua e a desmoralizava na frente dos colegas. Ele chegou a fazer trocadilhos racistas e a chamava de ‘babuína’, sob a justificativa de que a palavra era semelhante ao sobrenome dela, ainda conforme o relato da vítima.

A Polícia Civil de Goiás levou o caso à justiça e pediu a prisão do criminoso. Entretanto, a Justiça do estado negou o pedido, e o juiz responsável ordenou que Breno Marcelino fosse proibido de manter contato com a vítima. Além disso, o homem foi intimado a comparecer mensalmente à Corte para informar e justificar suas atividades. Caso descumpra a ordem, está sujeito a multa de R$ 5 mil e prisão.

A pena máxima para injúria racial é de cinco anos, mas se o crime for cometido por meio de redes sociais o tempo de prisão pode chegar a sete anos e meio. Segundo a especialista em prevenção ao assédio Michelle Heringer, é possível identificar no processo atos discriminatórios com relação à raça, além de gordofobia e sexismo em relação à vítima no espaço de trabalho.

A equipe da RECORD Brasília procurou o radialista. Por meio de mensagens, ele afirmou que tem sofrido perseguição pelo trabalho que desenvolve no município. Além disso, negou ter ofendido a colega de trabalho e que fez um trocadilho chamando a mulher de ‘baduína’, em referência ao sobrenome dela.

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