Banco Master: além de Vorcaro, saiba quem são os alvos de prisão em esquema milionário
Além do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, também foram presos Fabiano Zettel, Luiz Phillipi Mourão e Marilson Roseno da Silva
Brasília|Bruna Pauxis, do R7, em Brasília e Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window
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Durante a manhã desta quarta-feira (4), a PF (Polícia Federal) cumpre quatro mandados de prisão preventiva contra investigados na nova fase da Operação Compliance Zero, que apura o esquema bilionário envolvendo o Banco Master.
Além do dono da instituição financeira, o empresário Daniel Vorcaro, também são alvos seu cunhado, Fabiano Zettel; Luiz Phillipi Mourão, empresário da área de locação de automóveis; e Marilson Roseno da Silva, policial federal aposentado
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Daniel Vorcaro
Daniel Vorcaro é um banqueiro e empresário, conhecido principalmente por ser o dono e CEO do Banco Master. Ele é apontado, no relatório do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça, como o líder da organização criminosa, sendo o responsável por emitir ordens diretas para a prática de atos de intimidação contra qualquer pessoa vista como prejudicial aos seus interesse.
A prisão desta quarta-feira não é a primeira reclusão de Vorcaro. Ele já havia sido detido, no ano passado, apenas horas após o decreto de liquidação do banco. O empresário passou 11 dias preso e foi solto com medidas com medidas cautelares. A reportagem apurou que sua detenção nesta nova fase da operação foi motivada por supostas ameaças a terceiros e tentativas de hackeamento de celulares.
Fabiano Zettel
Fabiano Zettel é casado com Natália Vorcaro Zettel, irmã de Daniel Vorcaro. O empresário é considerado um “braço direito” do dono do Banco Master e comanda o Moriah Asset, um fundo de private equity criado em 2023 .
Ele é apontado, no relatório de Mendonça, como operador financeiro da organização criminosa investigada, realizando a viabilização financeira e a estruturação de mecanismos para ocultar a atividade ilícita do grupo.
Luiz Phillipi Mourão
Mourão é apontado como coordenador operacional do grupo criminoso denomiado “A Turma”. Apelidado de “Sicário”, Mourão era responsável por organizar e executar diligências para identificar, localizar e acompanhar indivíduos considerados adversários do grupo, como jornalistas, ex-empregados, concorrentes e autoridades envolvidas em investigações contra o Banco Master. Ele utilizava credenciais funcionais de terceiros e realizava extrações de dados em sistemas restritos da Polícia Federal, do Ministério Público Federal e de organismos internacionais como o FBI e até mesmo da Interpol.
Marilson Roseno da Silva
Marilson Roseno da Silva, policial federal aposentado, é descrito no relatório do STF como um integrante relevante da estrutura de monitoramento e intimidação da estrutura criminosa. Ele atuava como operador do núcleo de coerção, utilizando a sua experiência e os seus contatos decorrentes da carreira policial para obter dados sensíveis sobre inimigos do grupo.
Defesas
Procurada pela reportagem, a defesa de Vorcaro afirmou que o empresário “sempre esteve à disposição das autoridades”, colaborando “de forma transparente com as investigações desde o início”, e negou que o banqueiro tenha tentado obstruir o trabalho das autoridades ou da Justiça.
“A defesa nega categoricamente as alegações atribuídas a Vorcaro e confia que o esclarecimento completo dos fatos demonstrará a regularidade de sua conduta. Reitera sua confiança no devido processo legal e no regular funcionamento das instituições”, escreveu.
Já os advogados de Zettel afirmaram que ele já se entregou às autoridades. “Tendo tomado conhecimento da deflagração da 3ª Fase da Operação Complience Zero, a defesa de Fabiano Campos Zettel informa que seu cliente já se apresentou à Polícia Federal. Em que pese não ter tido acesso ao objeto das investigações, Fabiano está à inteira disposição das autoridades.”, declararam.
Procurada pela reportagem, a defesa de Daniel Vorcaro afirmou que ele “sempre esteve à disposição das autoridades” e que colabora “de forma transparente com as investigações desde o início”. Além disso, os advogados negaram “categoricamente as alegações atribuídas” a ele e disseram confiar que “o esclarecimento completo dos fatos demonstrará a regularidade da conduta” do empresário.
O R7 tenta contato com a defesa dos demais investigados.
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