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Banco Master: servidores do BC aliados de Vorcaro ganham até R$ 61 mil por mês

Suspeitos são investigados por fornecer orientações estratégicas sobre processos administrativos e prestar consultoria ao Master

Brasília|Giovana Cardoso, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Dois servidores do Banco Central, Belline Santana e Paulo Sérgio Neves de Souza, são afastados por suspeitas de corrupção e consultoria irregular ao Banco Master.
  • Os salários dos servidores chegavam a até R$ 61 mil, com afastamento determinado pelo ministro do STF, André Mendonça.
  • Ambos estão sob monitoramento eletrônico e proibidos de contatar outros investigados ou acessar as instalações do Banco Central.
  • A operação investiga práticas de ameaças, corrupção e lavagem de dinheiro, com foco na relação de consultoria informal à organização criminosa.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Servidores do Banco Central estavam associados e atendiam aos interesses de Vorcaro Agência Brasil/Antonio Cruz

Os dois servidores de carreira do Banco Central suspeitos de ligação no caso Master chegaram a ganhar uma remuneração de até R$ 61,7 mil da autarquia, segundo informações do Portal da Transparência. Os funcionários, afastados do cargo por determinação do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça, trabalham no BC desde 1998.

No caso de Belline Santana, que ocupava o cargo de chefe do Departamento de Supervisão Bancária, a remuneração básica bruta é de R$ 45.947,05. Com as deduções, o valor cai para R$ 34.665,37. Durante as férias, o servidor recebeu R$ 44.381,12.


Paulo Sérgio Neves de Souza, que atuava como chefe-adjunto do mesmo setor, possui uma remuneração básica bruta de R$ 38.929,20. Porém, em janeiro deste ano, o servidor chegou a receber R$ 61.730,88 devido a acréscimos de gratificação natalina (R$ 21.156,02) e férias (R$ 14.104,02).

Além desses pagamentos, os dois funcionários receberam uma verba indenizatória de R$ 1.175,00.


Ambos são suspeitos de fornecer orientações estratégicas sobre processos administrativos e prestar consultoria ao Master. O R7 entrou em contato com o BC e tenta localizar as defesas dos servidores. O espaço segue aberto para manifestações.

Conforme decisão de Mendonça, os dois servidores serão monitorados por tornozeleira eletrônica, além de estarem proibidos de manter contato com outros investigados, ir ao Banco Central e sair da cidade em que moram. Ambos tiveram que entregar os passaportes à Justiça.


Mais cedo, a PF prendeu Daniel Vorcaro em São Paulo por causa de ameaças e hackeamento de celulares, em tentativa de obstruir as investigações. Em nota, a defesa de Vorcaro informou que “o empresário sempre esteve à disposição das autoridades, colaborando de forma transparente com as investigações desde o início, e jamais tentou obstruir o trabalho das autoridades ou da Justiça” (leia abaixo na íntegra).

A operação investiga uma “possível prática dos crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos, praticados por organização criminosa”.


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Servidores do Banco Central

Segundo as investigações, Paulo Sérgio prestava consultoria informal e contínua a Vorcaro, fornecendo orientações estratégicas sobre a atuação do Banco Central em processos administrativos envolvendo o Banco Master, inclusive sugerindo abordagens e argumentos a serem utilizados em reuniões com dirigentes da autarquia reguladora.

“Paulo Sérgio atuava como interlocutor interno dos interesses do Banco Master dentro do Banco Central, buscando influenciar a análise de processos administrativos, fornecer informações sobre procedimentos em curso e indicar estratégias para contornar dificuldades regulatórias enfrentadas pela instituição financeira”, diz o documento.

Já Belline Santana prestava consultoria estratégica a Vorcaro, discutindo temas relacionados à situação regulatória do Master, fornecendo orientações acerca da condução de processos administrativos e participando de tratativas voltadas à definição de estratégias institucionais do banco em relação ao Banco Central.

“As investigações também apontam que Belline Santana demonstrava acompanhamento próximo de decisões administrativas e movimentações institucionais envolvendo o Banco Master, mantendo o controlador do Banco Master informado sobre temas relevantes relacionados à atuação da supervisão bancária”, aponta o texto.

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