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BC responde ao TCU sobre questionamento que aponta ‘precipitação’ em liquidar Master

Tribunal cobrou explicações por sugerir que o órgão regulador do sistema financeiro pode ter errado ao decretar liquidação do Master

Brasília|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Banco Central (BC) respondeu ao TCU sobre a liquidação do Banco Master, questionada por suposta "precipitação".
  • A resposta foi protocolada em sigilo, conforme indicado pelo TCU, que deu 72 horas para justificativas.
  • Ministro do TCU citou alternativas de mercado que poderiam salvar o banco sem uso de recursos do FGC.
  • BC defende que seguiu todos os procedimentos legais necessários para a liquidação devido a fraudes de R$ 12,2 bilhões.

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Master é investigado por suposta fraude de R$ 12,2 bilhões em tentativa de venda para o BRB Amanda Perobelli/Reuters - 18.11.2025

O Banco Central enviou ao TCU (Tribunal de Contas da União) uma resposta ao despacho do ministro Jhonatan de Jesus que questionou a liquidação do Banco Master, decretada em novembro.

O TCU informou que a resposta foi protocolada às 13h40 desta segunda-feira (29) e juntada ao processo às 16h22. O conteúdo da manifestação está sob sigilo, assim como o restante do processo.


Em despacho na última quinta-feira (18), o ministro do TCU deu 72 horas para a autarquia justificar a “medida extrema” e levantou a hipótese de travar ações futuras sobre os ativos da instituição financeira controlada por Daniel Vorcaro.

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No documento do TCU, o ministro aponta uma suposta “precipitação” do BC e sugere que o órgão regulador do sistema financeiro pode ter errado ao ignorar soluções de mercado que salvariam o banco sem uso de recursos do FGC (Fundo Garantidor de Crédito).


A avaliação do TCU, no entanto, contrasta frontalmente com as evidências de fraude de R$ 12,2 bilhões que fundamentaram a intervenção.

As investigações do BC e da Polícia Federal sobre o Master apontam que o banco comprou falsas carteiras de crédito da empresa Tirreno, sem o cuidado de verificar a solidez dos ativos.


O objetivo seria obter liquidez para honrar vencimentos de CDBs (Certificados de Depósito Bancário), porque o banco não tinha liquidez.

Jhonatan de Jesus argumenta que o BC teria demorado a analisar alternativas de reorganização societária. O ministro cita especificamente que, meses antes da liquidação, houve uma proposta de aquisição do Master pelo Grupo Fictor, no valor de R$ 3 bilhões.


O Banco Central recebeu o pedido de explicações com tranquilidade. A avaliação interna é de que a autarquia cumpriu rigorosamente todo o rito legal necessário para decretar a liquidação, sem “queimar etapas”.

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