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Equipe médica suspende remédio após Bolsonaro relatar alucinação e confusão mental

Médicos visitaram o ex-presidente na Superintendência da Polícia Federal em Brasília

Brasília|Mariana Saraiva, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Bolsonaro apresentou confusão mental e alucinações após uso de Pregabalina, medicamento administrado sem consentimento da equipe atual.
  • A equipe médica constatou que, embora estivesse clinicamente estável, o ex-presidente teve um quadro que gerou preocupação.
  • A Pregabalina foi suspensa devido a interações prejudiciais com outros medicamentos que Bolsonaro já utiliza.
  • O acompanhamento clínico do ex-presidente continuará, considerando suas múltiplas comorbidades e histórico de problemas de saúde.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Boletim médico alega que Bolsonaro teve confusão mental na sexta-feira Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

A equipe médica que atende o ex-presidente Jair Bolsonaro divulgou na tarde deste domingo (23) um novo boletim médico após visitá-lo na Superintendência da Polícia Federal, onde ele está detido. O relatório, assinado pelo cirurgião-geral Claudio Birolini e pelo cardiologista Leandro Echenique, detalha a condição clínica de Bolsonaro.

No momento da avaliação, a equipe constatou que Bolsonaro se encontrava clinicamente estável e havia passado a noite sem intercorrências.


No entanto, segundo o boletim, na noite da última sexta-feira (21) o ex-presidente relatou um quadro de confusão mental e alucinações. A equipe médica suspeita que isso tenha sido induzido pelo uso do medicamento Pregabalina. O remédio foi receitado por outra médica para otimizar o tratamento, mas foi administrado sem o conhecimento ou consentimento da equipe atual.

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Os médicos destacaram que a Pregabalina apresenta importante interação com os medicamentos que ele utiliza regularmente para tratar os soluços, a Clorpromazina e a Gabapentina. Além disso, a Pregabalina tem como efeitos colaterais reconhecidos alterações do estado mental, com possibilidade de confusão, desorientação, sedação, transtornos cognitivos, de equilíbrio e alucinações.

O medicamento foi suspenso imediatamente e, no momento da redação do relatório, o paciente estava sem sintomas residuais. A equipe realizou os ajustes necessários na medicação, restabelecendo a orientação anterior.


O acompanhamento da evolução clínica do ex-presidente e as reavaliações periódicas seguirão sendo feitos pela equipe médica.

Bolsonaro é portador de múltiplas comorbidades e utiliza diversos medicamentos em decorrência de internações e cirurgias realizadas desde 2018. Recentemente, apresentou pneumonia por broncoaspiração e vem evoluindo com soluços refratários.


Confira o boletim médico

“Estivemos em visita ao ex-presidente Jair Messias Bolsonaro, na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, na manhã de hoje. O paciente é portador de múltiplas comorbidades e faz uso de diversos medicamentos em decorrência das internações e cirurgias prévias ocorridas desde 2018. Apresentou recentemente pneumonia por broncoaspiração e evolui com soluços refratários.

No momento da nossa avaliação, ele encontra-se estável do ponto de vista clínico e passou a noite sem intercorrências. Na noite de sexta-feira, dia 21 de novembro, o ex-presidente relatou que apresentou quadro de confusão mental e alucinações, possivelmente induzidos pelo uso do medicamento Pregabalina, receitado por outra médica, com o objetivo de otimizar o tratamento, porém sem o conhecimento ou consentimento dessa equipe.

Esse medicamento apresenta importante interação com os medicamentos que ele utiliza regularmente para tratamento das crises de soluços (Clorpromazina e a Gabapentina) e tem como reconhecidos efeitos colaterais, a alteração do estado mental com a possibilidade de confusão mental, desorientação, coordenação anormal, sedação, transtorno de equilíbrio, alucinações e transtornos cognitivos. O medicamento foi suspenso imediatamente, sem sintomas residuais neste momento.

Foram realizados os ajustes necessários na medicação, restabelecendo a orientação anterior. Seguiremos acompanhando a evolução clínica do ex-Presidente e realizando reavaliações periódicas.

Claudio Birolini, Cirurgião Geral

Leandro Echenique, Cardiologista"

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