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Bolsonaro e militares podem ir para prisão comum caso percam patentes das Forças Armadas

Processo no STM pode retirar direitos militares e alterar local de cumprimento de pena dos condenados por tentativa de golpe

Brasília|Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A expulsão de Jair Bolsonaro e militares por tentativa de golpe pode levar à transferência para prisões comuns.
  • O Ministério Público Militar solicitará a perda de patentes, o que mudaria o local de cumprimento da pena.
  • Julgamento no STM analisará se a condenação penal torna incompatível a permanência dos oficiais na carreira militar.
  • Os condenados, caso expulsos, cumprirão pena em presídios comuns, sem acesso ao sistema prisional militar.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Atualmente, Jair Bolsonaro cumpre pena em local para militares Antonio Augusto/STF - 25.03.2025

A eventual expulsão do ex-presidente Jair Bolsonaro e de militares condenados por tentativa de golpe de Estado pode levar à transferência deles para presídios comuns. A medida depende do julgamento no STM (Superior Tribunal Militar), instância responsável por analisar a perda de postos e patentes.

Nesta terça-feira (3), o Ministério Público Militar apresentou pedido para retirar Bolsonaro e outros oficiais das Forças Armadas. A Constituição permite essa punição quando há condenação superior a dois anos de prisão.


Leia mais

Atualmente, o ex-presidente mantém a condição de capitão reformado do Exército e recebe remuneração bruta de R$ 12.861,61.

Caso a expulsão ocorra, os condenados deixam de ter direito ao cumprimento da pena em unidades prisionais militares. Nesse cenário, passam a seguir regras aplicadas a qualquer cidadão condenado pela Justiça.


O julgamento no STM terá caráter disciplinar. Os ministros vão analisar se a condenação penal torna incompatível a permanência dos oficiais na carreira militar.

Além de Bolsonaro, o tribunal vai avaliar a situação do ex-comandante da Marinha Almir Garnier e dos generais Augusto Heleno, Paulo Sérgio Nogueira e Walter Braga Netto.


Não deve haver mudança

Caso Bolsonaro e os demais percam as patentes, caberá ao ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, relator do processo da trama golpista, indicar se eles devem mudar de prisão.

O R7 apurou, contudo, que a tendência é de que os presos sigam onde se encontram atualmente.


Como funciona o julgamento

Após o envio da representação, o STM realiza sorteio eletrônico para definir relator e revisor. Um deles será ministro militar, e o outro, civil. Cada acusado terá um relator próprio.

Não existe prazo definido para apresentação dos votos. O tribunal conta com 15 ministros, sendo dez militares e cinco civis. A presidente da corte, ministra Maria Elizabeth Rocha, vota apenas em caso de empate, com posição favorável ao réu, conforme regras internas.

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