Logo R7.com
RecordPlus
R7 Brasília

Brasil vai nacionalizar produção de remédio contra AME, que pode ultrapassar R$ 1,5 milhão

Parceria prevê produção nacional de medicamento de alto custo e pode ampliar acesso pelo SUS, reduzindo dependência externa

Brasília|Do R7, em Brasília

  • Google News

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Brasil vai produzir nacionalmente medicamento para AME, com custo anual superior a R$ 1,5 milhão por paciente.
  • A iniciativa é fruto de parceria entre o Ministério da Saúde e a farmacêutica Hypera Pharma.
  • A produção visa aumentar o acesso pelo SUS e reduzir a dependência de fornecedores externos.
  • O novo complexo industrial também permitirá a produção de insumos farmacêuticos ativos na América Latina.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Alexandre Padilha e Lula participam da inauguração do novo complexo industrial da Brainfarma, em GO Ricardo Stuckert/PR

O Brasil vai avançar na produção nacional de um dos principais medicamentos usados no tratamento da AME (Atrofia Muscular Espinhal), doença rara que compromete a força muscular e pode ter custo superior a R$ 1,5 milhão por paciente ao ano. A iniciativa faz parte de uma parceria envolvendo o Ministério da Saúde, a farmacêutica Hypera Pharma e instituições públicas, com previsão de internalização da tecnologia e fabricação no país.

O anúncio foi feito nesta quinta-feira (26), durante a inauguração de um novo complexo industrial da Brainfarma, em Anápolis (GO), com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do vice-presidente Geraldo Alckmin e do ministro da Saúde, Alexandre Padilha.


Atualmente, o tratamento da AME já é oferecido gratuitamente pelo SUS (Sistema Único de Saúde). Com a produção nacional do medicamento nusinersena, a expectativa do governo é ampliar o acesso e reduzir a dependência de fornecedores internacionais.

A iniciativa integra uma PDP (Parceria para o Desenvolvimento Produtivo), que também envolve o Bio-Manguinhos (Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos), da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), e a empresa internacional Yangzhou Aurisco Pharmaceutical.


Esse tipo de acordo tem como objetivo transferir tecnologia e fortalecer a capacidade produtiva nacional de medicamentos e insumos considerados estratégicos.

Além do avanço no tratamento da AME, o governo destacou que o novo complexo industrial também permitirá ao Brasil produzir, pela primeira vez na América Latina, o IFA (Insumo Farmacêutico Ativo) usado na fabricação do Buscopan. A produção será feita a partir da escopolamina, extraída da planta duboisia, cujo cultivo será realizado no Paraná.


Leia mais

Segundo o Ministério da Saúde, dominar toda a cadeia produtiva — do cultivo da matéria-prima à fabricação do medicamento — deve reduzir a dependência externa e aumentar a segurança no abastecimento de remédios no país.

A fábrica recebeu investimento de R$ 250 milhões do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e terá capacidade para produzir até 30 toneladas por ano de insumos farmacêuticos ativos. Já o cultivo da duboisia pode alcançar até 600 toneladas de folhas anuais.


Durante o evento, Lula afirmou que o país busca ampliar a autonomia na área da saúde. “Temos viajado para Índia, China e outros países para aprender a produzir aqui e garantir soberania”, disse.

O ministro Alexandre Padilha também destacou que a produção local pode evitar riscos de desabastecimento, especialmente diante de planos de interrupção da fabricação de alguns medicamentos no exterior a partir de 2026.

Ainda durante a agenda, Lula e Alckmin foram vacinados contra a gripe, marcando o início da campanha nacional de vacinação contra a influenza, que começa neste sábado (28) em grande parte do país.

Search Box

Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.