Brasília Brasiliense ganha dois ouros nos Jogos Pan-Americanos Júnior

Brasiliense ganha dois ouros nos Jogos Pan-Americanos Júnior

Guilherme Abel Rocha, de 18 anos, conquistou medalhas inéditas para o esporte na competição que acontece na Colômbia

  • Brasília | Marcela Cunha*, do R7, em Brasília

Guilherme Abel Rocha, patinador de velocidade

Guilherme Abel Rocha, patinador de velocidade

Arquivo pessoal/Reprodução

O atleta de 18 anos Guilherme Abel Rocha conquistou dois ouros na patinação de velocidade nos Jogos Pan-Americanos Júnior Cáli 2021, medalhas inéditas no esporte. O brasiliense ganhou nas modalidades 200 metros contra o relógio e 500 metros. Com isso, garantiu a vaga no Pan-Americano de Santiago, em 2023.

“Só tenho a agradecer todos que estiveram presentes na preparação para chegar até aqui, isso aqui é fruto de muito esforço e dedicação. Essa conquista é nossa, de todos que apoiam, torcem, se dedicam pra conseguir desenvolver o esporte no Brasil”, escreveu Guilherme em post nas redes sociais.

O atleta começou a patinar aos 8 anos por influência do pai, Salatiel Rocha, que também praticava o esporte. Em sua primeira participação em um campeonato, em 2011, foi campeão brasileiro e, a partir de então, foi se interessando mais pelo esporte. “O Guilherme nasceu para o esporte. Se não fosse a patinação seria algum outro, porque é nata a habilidade dele”, afirma a mãe de Guilherme, Claudia Abel.

O sonho de Guilherme é ser campeão mundial na modalidade

O sonho de Guilherme é ser campeão mundial na modalidade

Arquivo pessoal/Reprodução

Desde criança, Guilherme treina com a mesma técnica, a colombiana Cindya Pardo, que sempre levou o esporte e os treinos para as crianças de forma descontraída.

Claudia explica que a jornada de Guilherme até os jogos Pan-Americanos foi bastante desafiadora. Com falta de local apropriado, ele treina no Parque da Cidade Sarah Kubitschek, em Brasília, e conseguiu o apoio do Corpo de Bombeiros Militar para treinar também no estacionamento de uma unidade da corporação. “Essa medalha de ouro tem um peso muito grande, porque aqui no Brasil a gente não tem estrutura”, afirma.

A falta de patrocínios fez com que Guilherme e seus companheiros de treino, da equipe Jaguar, fizessem vaquinha e vendessem rifa para conseguirem participar do mundial de patinação de velocidade, em Ibagué, e dos jogos Pan-Americanos Junior, em Cáli, ambas as cidades na Colômbia.

A mãe de Guilherme afirma ainda que o resultado dessa competição deixou ele mais empolgado para realizar o sonho de ser campeão mundial.

“Aqui nosso coração é só festa, só alegria mesmo porque o Guilherme é muito dedicado, a gente fala para ele que esse resultado é só consequência das escolhas que ele fez até hoje, de treinar 5 horas da manhã, acordar cedo, conciliar estudo, trabalho e treinos”, relata.

*Estagiária sob supervisão de Fausto Carneiro.

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