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Brechó de rua: moradores do DF recolhem roupas e montam “loja itinerante” para pessoas que vivem nas ruas

O grupo recebe doações e repassa a moradores de rua, que escolhem as peças que mais gostam

Brasília|Do R7

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Parte do grupo de voluntários que trabalham no projeto
Parte do grupo de voluntários que trabalham no projeto

Uma ideia que surgiu na Cidade do Cabo, na África do Sul, inspirou moradores do Distrito Federal. Do outro lado do mundo, pessoas levaram “lojas itinerantes” a moradores de rua. Araras, cabides, roupas, sapatos e acessórios eram levados para locais de grande concentração de moradores de rua e ali eles escolhiam as peças que mais lhe agradavam ou das que mais precisavam. A ideia foi importada de outro continente para a capital do Brasil.

Atualmente, 12 voluntários, moradores do Distrito Federal, se dedicam a montar os brechós gratuitos, chamado de brechó de rua. A primeira edição aconteceu em maio do ano passado, quando eles levaram roupas, sapatos e outras peças doadas para um centro de acolhimento de moradores de rua, onde eles podem tomar banho e tomam café da manhã. Ali, eles puderam escolher suas peças e levar. Muitos aproveitam o banho e já saem com roupas novas. As peças preferidas são sobretudos e ternos.


— Eles adoram, você precisa ver como ficam quando encontram um sobretudo, um terno. Muitas vezes eles ficam na fila aguardando e reclamam porque outro pegou a peça que ele queria, conta uma das voluntárias, a jornalista Aliene Coutinho.

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Os voluntários recolhem peças de roupas, calçados e outros acessórios
Os voluntários recolhem peças de roupas, calçados e outros acessórios

Além de receber doações e organizar os bazares, o grupo ainda conta com a ajuda de pessoas que costuram para fazer reparos em peças que apresentam algum defeito, mas que ainda podem ser usadas. As doações acontecem em um ambiente que simula uma loja: são colocados espelhos, provadores e as peças escolhidas são embaladas me sacolas e levadas como uma mercadoria. 

No ano passado foram cinco edições do Brechó de Rua. A próxima está marcada para a primeira quinzena de julho e a preferência é por roupas de frio para tapar os moradores de rua durante o inverno. 


A inciativa parece básica, mas apresenta aos moradores de rua detalhes do pro´rio corpo que nem eles conheciam.

— A maioria não sabe quanto calça, o número que veste, afirma Aliene Coutinho. 

O grupo recebe doações durante todo o ano. O contato deve ser feito por meio da página Brechó de Rua no Facebook. 

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