Caiado: PEC da Segurança Pública enviada pelo governo é um ‘presente aos faccionados’
Governador participou de uma audiência na Câmara, na terça (2), para discutir competências federativas na área da segurança pública
Brasília|Do R7
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A comissão especial da Câmara dos Deputados realizou, na terça-feira (2), uma audiência com o governador de Goiás, Ronaldo Caiado para discutir as competências federativas na área da segurança pública. A pauta entrou no foco das discussões com a tramitação do PL Antifacção e da PEC da Segurança Pública.
Caiado, que é um dos líderes de estados críticos ao texto da PEC, voltou a se opor à primeira versão da proposta enviada pelo Ministério da Justiça. Ele aponta que, se aprovado, causaria interferências federais nas prerrogativas dos governadores. O chefe do Executivo goiano defendeu as mudanças realizadas pelo relator do texto na Câmara, o deputado federal Mendonça Filho (União-PE), e destacou a importância dos governadores no debate.

“O texto que realmente veio do Ministério da Justiça e do governo federal é um verdadeiro presente aos faccionados. O que está sendo proposto agora pelo deputado Mendonça, aí, sim, é um projeto que vem da força ao combate às facções de forma integrada, mas, ao mesmo tempo, não engessando as ações nos estados”, disse em entrevista ao News das 10.
Para Caiado, o governo queria que “uma ordem do Ministério da Justiça controlasse todas as ações dos governos estaduais, tirando a independência das nossas diretrizes definidas com o conhecimento que nós temos de cada um dos crimes aqui acontecidos”.
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Ainda durante a entrevista, o governador comentou a expansão do crime organizado no país e a importância da utilização de recursos federais por órgãos estaduais, como tecnologias, inteligência e estrutura das Forças Armadas no combate às facções.
O político citou como exemplo a atuação do “consórcio da paz" — grupo interestadual formado após a megaoperação no Rio de Janeiro, no final de outubro, para dividir experiências, soluções e estratégias de segurança pública entre os governos estaduais.
“Solicitei que pelo menos incluísse as Forças Armadas no combate às facções criminosas, porque é impossível apenas com polícias estaduais combater algo que ocupa hoje os portos, a Amazônia brasileira, os aeroportos internacionais”, completa.
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