Brasília Caixa diz que investiga denúncias de assédio desde maio

Caixa diz que investiga denúncias de assédio desde maio

Segundo comunicado divulgado nesta quarta-feira (29), corregedoria estava colhendo depoimentos de denunciantes

  • Brasília | Alan Rios, do R7, em Brasília

Pedro Guimarães, ex-presidente da Caixa

Pedro Guimarães, ex-presidente da Caixa

Marcello Casal Jr. / Agência Brasil

A Caixa confirmou que recebeu denúncias de assédio e informou que estava investigando o caso desde maio deste ano. Em comunicado divulgado para a imprensa na noite desta quarta-feira (29), o banco destacou que o tema vinha sendo tratado de forma interna e em sigilo.

“A Caixa repudia qualquer tipo de assédio e informa que recebeu, por meio do seu canal de denúncias, relatos de casos desta natureza na instituição. A investigação corre em sigilo, no âmbito da Corregedoria, motivo pelo qual não era de conhecimento das outras áreas do banco”, divulgou.

O banco ainda afirmou na nota que fez contato com a pessoa que realizou a denúncia e promoveu "diligências internas que redundaram em material preliminar". Esse material está em processo de avaliação. "Portanto, a Corregedoria admitiu a denúncia e deu notícia ao/à denunciante, se colocando à inteira disposição para colher o seu depoimento, mantendo seu anonimato."

O comunicado veio após o anúncio do pedido de demissão do presidente Pedro Guimarães, suspeito de cometer assédio sexual a funcionárias do banco. Ele foi trocado pela então secretária especial de Produtividade e Competitividade do Ministério da Economia, Daniella Marques.

A Caixa informou ainda que tem um canal de denúncias administrado por um órgão externo à instituição, "que garante a transparência, segurança e proteção para denunciantes" que queiram apontar atos ilícitos cometidos por empregados.

O caso

Pedro Guimarães é alvo de uma investigação do Ministério Público Federal (MPF). Denúncias de que ele assediava sexualmente mulheres no banco foram reveladas pelo portal Metrópoles. De acordo com a apuração, os casos teriam ocorrido com empregadas do próprio banco que se sentiram abusadas pelo economista em diferentes ocasiões, em eventos ou viagens de trabalho.

O Ministério Público do Trabalho (MPT) também abriu uma investigação preliminar para apurar as denúncias e o Tribunal de Contas da União (TCU) solicitou informações à Caixa sobre quais mecanismos e procedimentos foram adotados para prevenir assédio sexual e moral.

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