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CFM abre sindicância sobre assistência médica prestada a Bolsonaro

Conselho cita denúncias e pede apuração pelo CRM do Distrito Federal

Brasília|Joice Gonçalves, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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Gestores se reuniram nesta quarta-feira (07) em Brasília Reprodução/Redes Sociais -07.01.2025

O CFM (Conselho Federal de Medicina) determinou a abertura de uma sindicância nesta quarta-feira (7) para apurar a assistência médica prestada ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A medida foi comunicada em nota pública divulgada após o recebimento de denúncias protocoladas na autarquia e de relatos veiculados pela imprensa sobre a condição de saúde do político.

Segundo o Conselho Federal de Medicina, a apuração ficará a cargo do Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal, responsável por instaurar a sindicância para verificar os fatos denunciados. O conselho afirma que a decisão segue o que prevê a legislação e o Código de Processo Ético-Profissional.


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Na nota, o CFM aponta que os relatos de crises agudas, intercorrências clínicas e histórico de procedimentos de alta complexidade atribuídos ao ex-presidente exigem “protocolo de monitoramento contínuo e imediato”. O órgão destaca ainda que, em situações como essa, deve ser assegurada assistência médica adequada, com atuação de múltiplas especialidades, inclusive em casos de urgência e emergência.

O conselho também reforça o princípio da autonomia profissional. “A autonomia do médico assistente é soberana na definição da conduta terapêutica, não podendo sofrer qualquer tipo de interferência externa”, afirma a nota, ao sustentar que o ato médico possui presunção de verdade e respaldo ético e legal.


Até o fechamento desta reportagem, a Polícia Federal não quis se manifestar sobre o caso. O Supremo Tribunal Federal também não respondeu aos questionamentos enviados.

Saúde de Bolsonaro

A defesa de Jair Bolsonaro já solicitou duas vezes a prisão domiciliar devido ao quadro de saúde do ex-presidente. Os pedidos foram negados. Segundo o ministro Alexandre de Moraes, não há requisitos legais para a concessão da prisão domiciliar humanitária. O ministro ressaltou que, diferentemente do que alegou a defesa, os documentos médicos indicam melhora no quadro clínico de Bolsonaro após a realização de cirurgias eletivas, sem agravamento do estado de saúde.

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