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Mensagens antes do crime indicam que morte de jovem espancado no DF pode ter sido planejada

Áudios e mensagens do ex-piloto Pedro Turra reforçam tese de premeditação em morte de Rodrigo Castanheira, de 16 anos

Cidade Alerta DF|Do R7

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Novas provas reveladas no caso que terminou na morte de Rodrigo Castanheira, de 16 anos, espancado pelo ex-piloto Pedro Turra, 19, apontam para a possibilidade de que o crime tenha sido premeditado. Prints de conversas por WhatsApp, trocadas minutos antes das agressões, indicam que o grupo aguardava a saída da vítima de uma confraternização em Vicente Pires, no Distrito Federal. O material foi obtido com exclusividade pela RECORD.

As mensagens começam às 23h44 do dia 22 de janeiro. Em uma delas, Turra escreve: “Estamos esperando aqui fora” e envia uma foto dentro do carro, ao lado de um menor de idade. Em seguida, encaminha um áudio à companheira dizendo: “Tem gente querendo bater no [menor] na festa. Vamos pegar eles?”.

Às 23h51, ele volta a mandar mensagem: “Corre, meia-noite eles vão embora”, sugerindo que monitorava a saída de Rodrigo e dos demais jovens da festa. As agressões ocorreram por volta de 0h06 — cerca de 20 minutos após o início da troca de mensagens.

Para o Ministério Público do Distrito Federal, o conteúdo reforça a tese de que o encontro não foi casual, como sustentado inicialmente, e pode ter sido planejado.

No início das investigações, a defesa apresentou a versão de que a briga teria começado por causa de um chiclete e que o grupo estava no local apenas para buscar a irmã de um dos envolvidos.

Com a análise das mensagens, porém, o Ministério Público afirma que os depoimentos dos ocupantes do carro foram combinados e que a narrativa do chiclete teria sido inventada para minimizar a gravidade do caso.

O órgão também pediu que todos os ocupantes do veículo — incluindo o menor de idade que estava com Turra — sejam ouvidos novamente. O adolescente é apontado como pivô do desentendimento e teria sido o motorista do carro na noite do crime.

Diante dos indícios de premeditação e da possível combinação de versões, o Ministério Público passou a enquadrar o caso como homicídio doloso por motivo fútil — quando há intenção de matar — e não mais como lesão corporal seguida de morte. A mudança agrava a situação jurídica do ex-piloto.

Segundo a nova linha de investigação, Turra teria ido ao local para cobrar Rodrigo por um desentendimento anterior envolvendo o menor, o que reforça a hipótese de motivação prévia. O ex-piloto permanece preso preventivamente no Complexo Penitenciário da Papuda.

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