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‘Cine Trancoso’: TCU põe em pauta processo sobre eventos em mansão de Vorcaro

Ministério Público pediu identificação de procuradores, magistrados e outras autoridades federais que estiveram nos encontros

Brasília|Augusto Fernandes, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O TCU comenta um processo sobre eventos realizados na mansão de Daniel Vorcaro em Trancoso, BA.
  • O Ministério Público solicita a identificação de autoridades federais que participaram dos encontros conhecidos como "Cine Trancoso".
  • Eventos tiveram rígido controle de acesso, com proibição de celulares e instalação de detectores de metais.
  • Preocupações surgem sobre possíveis irregularidades envolvendo autoridades de alta cúpula.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Daniel Vorcaro, dono do Banco Master
Vorcaro teria reunido autoridades dos Três Poderes em festas na Bahia Reprodução/TV LIDE

O TCU (Tribunal de Contas da União) incluiu na pauta de julgamentos da próxima terça-feira (24) um processo que pede a identificação de autoridades públicas federais — entre elas procuradores e magistrados — que teriam participado de eventos realizados na casa de veraneio do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, em Trancoso (BA). O caso será analisado pela Segunda Câmara da corte, sob relatoria do ministro Jorge Oliveira.

A análise foi provocada por representação do Ministério Público junto ao TCU. No documento encaminhado à corte, o órgão solicita que sejam identificados eventuais participantes dos encontros, denominados “Cine Trancoso”, que teriam reunido autoridades dos Três Poderes da República, além de representantes do mercado financeiro, da política e do meio jurídico.


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Segundo as informações apresentadas pelo Ministério Público, os eventos eram realizados com rigoroso controle de acesso. Entre as medidas adotadas estariam a proibição do uso de celulares pelos convidados e a instalação de detectores de metais na entrada da residência.

Em contrapartida, o dono do Banco Master mantinha um circuito interno de câmeras que registrava imagens de todos os cômodos da casa. De acordo com o relato, o sistema de monitoramento era justificado como medida de segurança pessoal.


Para o procurador do Ministério Público junto ao TCU Lucas Furtado, a situação levanta preocupações quanto a possíveis irregularidades e seus impactos na administração pública, especialmente diante de eventual participação de autoridades federais.

“Não se sabe ao certo a extensão dos fatos, nem a magnitude das possíveis irregularidades que podem estar associadas aos eventos realizados pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Há indícios de que autoridades federais de alta cúpula possam estar envolvidas, o que reforça a necessidade de uma apuração rigorosa e transparente”, afirmou Furtado na representação.


A Segunda Câmara do TCU é composta pelos ministros Jorge Oliveira (presidente e relator do caso), Augusto Nardes, Aroldo Cedraz, Antonio Anastasia e pelo ministro-substituto Marcos Bemquerer Costa.

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