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Cirurgia para retirada de mioma é cancelada por falta de assinatura de médico em hospital do DF

Paciente tenta há seis meses fazer o procedimento para retirar o mioma do útero

Brasília|Do R7, com a TV Record Brasília

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Direção do Hospital Regional do Gama reconheceu o erro e remarcou a cirurgia para o dia 10 de outubro
Direção do Hospital Regional do Gama reconheceu o erro e remarcou a cirurgia para o dia 10 de outubro

A cirurgia para retirada de um mioma no útero da paciente Orli de Souza, de 50 anos, foi cancelada no HRG (Hospital do Gama), região administrativa do DF, por falta de assinatura do médico que acompanha o caso dela desde o início.

A dona de casa desempregada disse que sente muita dor, tem sangramentos constantes e enfrenta dificuldades até para andar. No mês de março ela descobriu que estava com um mioma no útero durante uma consulta no HRG e desde então tenta passar pelo procedimento cirúrgico.


Mesmo precisando de uma cirurgia com urgência, Orli só conseguiu marcar a operação para o dia 19 de setembro. No entanto, quando ela já estava pronta e aguardando a transferência para o centro cirúrgico, recebeu a notícia de que estava tudo cancelado porque faltava a assinatura do médico.

— Falei que não aceitava, porque estava com muita dor e passando mal. Não tenho dinheiro, não posso trabalhar nem fazer nada porque doi tudo. Me disseram que não ia adiantar nada, porque nenhuma cirurgia é feita sem a assinatura do médico.


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O filho da dona de casa, Joel Lucas, ficou surpreso ao ver que a mão não tinha sido operada.

— Decepção total. Ela saiu para fazer a cirurgia e todo mundo ficou na expectativa. Ela passou um dia e uma noite no hospital, sem comer nada, esperando a cirurgia. Foi toda preparada e no dia seguinte descubro que ela estava em casa sem ter feito o procedimento.


No dia 20, a paciente conseguiu a assinatura que faltava, mas ao remarcar a cirurgia começou um novo drama: o hospital não deu previsão para realização da nova cirurgia.

— Queria que me dessem uma data com certeza, me falassem algo de verdade. Estou cansada de andar e não ter a resposta. Quando consigo ser internada, me mandam ir embora para casa por conta de uma assinatura. Isso não é culpa minha.

A família não tem dinheiro. Dona Orli não consegue trabalhar por conta do mioma e o filho está desempregado. Só de exames, foram gastos quase R$ 500.

O medo deles agora é ter que gastar mais dinheiro caso os exames vençam.

— Pior mesmo é a cirurgia nunca acontecer. Pode evoluir e virar um câncer. Além de perder o útero, ela pode perder a vida.

O diretor do hospital, Robson Brito, reconheceu o erro e explicou que houve uma falha interna de comunicação.

— Houve um erro de comunicação entre a marcação da cirurgia e a documentação encaminhada pelo médico. A cirurgia dela está remarcada para o dia 10 de outubro. 

Assista o vídeo:

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