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Com alta de 4,67%, preço da cesta básica em Brasília teve maior reajuste em dezembro

População tem que trabalhar 116 horas e 28 minutos para comprar o conjunto de produtos; pesquisa coletou dados de 17 cidades

Brasília|Rafaela Soares, do R7, em Brasília

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DF tem maior alta da cesta básica, diz Dieese
DF tem maior alta da cesta básica, diz Dieese Tânia Rêgo/Agência Brasil

O preço da cesta básica no Distrito Federal registrou a maior alta entre as 17 capitais pesquisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). De acordo com o levantamento, o conjunto de produtos sofreu um reajuste de 4,67% entre os meses de novembro e dezembro de 2023 em Brasília. O preço médio cobrado no DF foi de R$ 698,74.

O estudo também mostra que a variação no valor cobrado durante 2023 ficou em baixa de 4,12%, a sétima maior queda do país. Apesar disso, a população tem de trabalhar 116 horas e 28 minutos para receber o equivalente ao preço da cesta básica. O tempo é maior que a média nacional, que ficou em 109 horas e 03 minutos.


Apesar de não figurar entre as cestas mais caras das cidades analisadas, o valor pelo conjunto dos produtos corresponde a 57,23% do salário mínimo líquido.

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Um dos vilões do aumento registrado no fim do ano passado foi a batata. Segundo o Dieese, o produto registrou alta de 45,40% na capital federal. "As chuvas e o final da safra explicaram os aumentos entre novembro e dezembro", apontou o relatório.


Outro produto que pesou no bolso dos brasilienses foi o feijão. O tipo carioca registrou alta de 15,97% no DF, o terceiro maior índice do país.

Veja números do DF na pesquisa 

- Preço Médio: R$ 698,74

- Variação mensal (nov/23 e dez/23): 4,67%

- Variação em 2023: -4,12%

- Tempo de trabalho: 116 horas e 28 minutos

- Porcentagem do salário mínimo gasta: 57,23%

Dados nacionais

A pesquisa do Dieese aponta que o valor da cesta básica subiu em 13 das 17 capitais analisadas, entre novembro e dezembro de 2023. Com Brasília no topo, a lista de maiores altas segue com Porto Alegre (3,70%), Campo Grande (3,39%) e Goiânia (3,20%). O conjunto de produtos teve baixa em Recife (-2,35%), Natal (-1,98%), Fortaleza (-1,49%) e João Pessoa (-1,10%).

No último mês do ano, o custo médio da cesta básica foi maior em Porto Alegre, que atingiu R$ 766,53. Depois, aparecem São Paulo (R$ 761,01), Florianópolis (R$ 758,50) e Rio de Janeiro (R$ 738,61). Os menores preços médios foram registrados em Aracaju (R$ 517,26), Recife (R$ 538,08) e João Pessoa (R$ 542,30).

A pesquisa demonstra que o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria ser de R$ 6.439,62 ou 4,88 vezes o valor atual, que é de R$ 1.320,00 - com base na cesta básica mais cara, em Porto Alegre. Em novembro, esse número foi de R$ 6.294,71 ou 4,77 vezes o piso em vigor. Em dezembro de 2022, esse indicador foi de R$ 6.647,63 - 5,48 vezes o salário mínimo, que era de R$ 1.212,00.

De acordo com o levantamento, o valor da cesta básica diminuiu em 15 capitais em 2023 (últimos 12 meses, em relação ao mesmo período do ano anterior). Campo Grande (-6,25%), Belo Horizonte (-5,75%), Vitória (-5,48%), Goiânia (-5,01%) e Natal (-4,84%) tiveram as maiores reduções. Belém (0,94%) e Porto Alegre (0,12%) foram as duas capitais onde se registrou alta do valor do conjunto de produtos.

Na nota técnica, a instituição informou que questão climática, conflitos externos, câmbio desvalorizado - que estimula a exportação - e o forte impacto da demanda externa sobre os preços internos das commodities estão entre os fatores que mais influenciaram o índice e que "podem ser importantes desafios para 2024".

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