Brasília Comissão de Ética da Presidência investiga irregularidade em uso de avião da FAB por ministro de Lula

Comissão de Ética da Presidência investiga irregularidade em uso de avião da FAB por ministro de Lula

O ministro das Comunicações, Juscelino Filho, é alvo das apurações por ter usado o transporte para ir a um leilão de cavalos

  • Brasília | Bruna Lima, do R7, em Brasília

Ministro das Comunicações, Juscelino Filho, em reunião no MCom - 30/1/2023

Ministro das Comunicações, Juscelino Filho, em reunião no MCom - 30/1/2023

Isac Nóbrega / MCom - 30/01/2023

O ministro das Comunicações, Juscelino Filho, é alvo de uma investigação da Comissão de Ética da Presidência da República por ter usado o avião da Força Aérea Brasileira (FAB) para ir a um leilão de cavalos de raça em São Paulo. Os membros da comissão decidiram abrir a investigação na última terça-feira (28) e vão apurar se houve desvio de finalidade no uso da aeronave. A viagem teria ocorrido em 26 de janeiro.

Apesar de ter participado do evento particular com o uso do transporte da FAB, o ministro alegou que, durante a viagem, cumpriu com agendas oficiais. Juscelino chegou a receber diárias pela viagem, mas devolveu os repasses aos cofres públicos após o caso ser revelado.

Em comunicado emitido no início de março, o ministério informou que "o ministro usufruiu, sim, do seu direito de praticar atividades de foro particular em São Paulo", alegou a pasta. "É inaceitável aventar qualquer prática ilegal, tampouco imoral da autoridade pública ao desfrutar do seu período de folga para participar de qualquer compromisso", completou.

Leia também: Nova data prevista para Lula ir à China é 11 de abril

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já informou que caso seja confirmada a irregularidade, o ministro pode ter que deixar o cargo.

Joias de Bolsonaro

Além da investigação envolvendo Juscelino Filho, a Comissão de Ética vai investigar o caso das joias trazidas ao Brasil pela comitiva do governo de Jair Bolsonaro, que tentou trazer ilegalmente para o país um colar, um anel, um relógio e um par de brincos de diamantes avaliados em 3 milhões de euros, o equivalente a R$ 16,5 milhões.

As joias eram um presente do regime saudita ao então presidente e à primeira-dama, Michelle Bolsonaro, e foram apreendidas no aeroporto de Guarulhos. Estavam na mochila de um militar, assessor do então ministro Bento Albuquerque, que viajou para o Oriente Médio em outubro de 2021.

Estão entre os investigados o ex-ministro de Minas e Energia Bento Albuquerque, o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro Mauro Cid, além de Marcos André Soeiro, ex-assessor do ministro que trouxe as joias da Arábia Saudita e foi barrado pela Receita Federal ao desembarcar no aeroporto.

Últimas