Conheça os nomes favoritos a ocuparem o lugar de Jorge Messias na AGU
Cresce pressão para que Lula escolha uma mulher no comando da Advocacia-Geral da União após sucessivas nomeações masculinas
Brasília|Do R7, em Brasília
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A ida de Jorge Messias ao STF (Supremo Tribunal Federal) abriu uma das vagas mais estratégicas da Esplanada dos Ministérios: o comando da AGU (Advocacia-Geral da União).
Embora o cargo seja de livre escolha do presidente da República, auxiliares de Lula e parlamentares da base indicam um movimento claro por uma nomeação feminina, como compensação política após o Planalto ter ignorado os pedidos de movimentos negro e feminista durante a escolha do novo ministro do STF.
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A avaliação dentro do governo é direta: após mais um homem no Supremo, a chefia da AGU precisa ser entregue a uma mulher.
Entre os nomes avaliados pelo Planalto, quatro mulheres aparecem no topo da lista — todas com alto preparo técnico e trânsito político sólido dentro e fora do Judiciário.
A decisão só deve sair após Messias passar pela sabatina do Senado.
Os nomes
A primeira delas é Anelize Lenzi Ruas de Almeida (na foto, a primeira acima da esquerda para a direita), atual procuradora-geral da Fazenda Nacional. Com forte respaldo do ministro Fernando Haddad, é vista em Brasília como uma gestora objetiva e conhecida por resolver problemas complexos. A carreira reúne experiência em dívida ativa, consultoria jurídica e participação nos conselhos administrativos do Banco do Brasil e da Caixa.
Outra favorita é Adriana Maia Venturini (segunda acima da esquerda para a direita), procuradora-geral Federal. Circula com facilidade nos tribunais superiores, em autarquias e fundações, além de representar o país na Corte Permanente de Arbitragem da Haia. Teve papel relevante na transição governamental e carrega mais de 20 anos de atuação na advocacia pública.
Também entra no radar Clarice Costa Calixto (terceira acima da esquerda para a direita), procuradora-geral da União. Ganhou peso nas conversas do Planalto por representar o Brasil em ações internas e externas num momento em que o governo tenta reconstruir pontes com os Estados Unidos. É doutora pela Universidade de Brasília e ocupa cadeira no Conselho de Administração do BNDES.
O quarteto de mulheres se completa com Isadora Cartaxo (primeira abaixo da esquerda para a direita), secretária-geral de Contencioso da AGU. É ela quem defende a União no STF e no STJ, o que a colocou muito próxima de ministros e desembargadores. Dentro da AGU, é considerada uma das profissionais com maior trânsito institucional.
Apesar da preferência política por um nome feminino, dois homens seguem bem posicionados:
Flávio José Roman (segundo abaixo da esquerda para a direita), atual advogado-geral substituto, seria a escolha natural pela linha sucessória. Obstáculo: a leitura dentro do governo de que Lula precisa indicar uma mulher.
Vinicius Marques de Carvalho (terceiro abaixo da esquerda para a direita), ministro da Controladoria-Geral da União, possui forte confiança do presidente e trajetória destacada no Cade e no Ministério da Justiça. O cargo que ocupa na CGU, porém, tornaria sua saída sensível para o Palácio do Planalto.
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