Contaminação por superbactéria também é confirmada em UPA de Sobradinho
Paciente isolada no local é transferida para o hospital regional da cidade
Brasília|Do R7, com TV Record Brasília

A Secretaria de Saúde do DF confirmou mais um caso de paciente contaminado por superbactéria. O novo caso foi registrado na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) de Sobradinho, onde foi constatado que a paciente identificada apenas como L.P.O. está infectada pela bactéria KPC (Klebsiella).
Após a confirmação, a paciente está sendo foi transferida para o Hospital Regional de Sobradinho na manhã desta sexta-feira (5), segundo a Secretaria de Saúde. A direção do hospital informou que a mulher estava na fila de regulação para UTI (Unidade de Terapia Intensiva), mas foi reavaliada nesta quinta-feira (4) e não há mais a indicação.
Ainda de acordo com a Secretaria de Saúde, no HRT (Hospital Regional de Taguatinga) há três pacientes estáveis, um com previsão de alta. No Guará, dois pacientes também estão estáveis e com previsão de alta para breve.
Em Santa Maria, dois pacientes estão internados em estado grave. Os demais pacientes, que a secretaria não informa quantos são, nem onde estão internados, também seguem estáveis.
O órgão informou ainda que os médicos autorizaram a presença de um acompanhante por paciente, todos usando roupas especiais para evitar o contágio.
Três bactérias resistentes a antibióticos causam preocupação a autoridades e pacientes da rede pública de saúde do Distrito Federal. Em uma semana, quatro pessoas morreram e 22 estão internadas com a presença de uma dos três micro-organismos detectados: KPC, Enterococo ou Acinetobacter.
Nesta quarta-feira (3), a Secretaria de Saúde do DF informou 16 novos casos no Hospital Regional de Santa Maria. 14 pacientes estão contaminados e dois desenvolveram infecções causadas pela Acinetobacter. Seis pacientes com Enterococo passam por tratamento no Hospital Regional de Taguatinga (quatro) e Hospital Regional do Guará (dois). Os pacientes são mantidos em área isolada para evitar novas contaminações.
A vice-presidente da Sociedade de Infectologia de Brasília, Eliane Lima Bicudo dos Santos, afirma que a causa provável do número elevado de contaminações seja a falta de higiene nos hospitais. A médica reitera a necessidade de limpeza frequente das mãos pelos profissionais de saúde.
— Se ele cuidar desse processo, higienizar as mãos entre um paciente e outro, ao tocar o doente, ao sair dele. Se ele descuidar, o que pode acontecer em um local com superlotação, com certeza a gente vai transmitir de uma pessoa para outra, lembrando que bactéria não voa de um doente para outro, não pula, então, é através das mãos mesmo.













