Brasília CPMI do 8 de Janeiro ouve 'pai da soja', empresário do MT suspeito de financiar atos extremistas

CPMI do 8 de Janeiro ouve 'pai da soja', empresário do MT suspeito de financiar atos extremistas

Argino Bedin é sócio de pelo menos nove empresas; a comissão tem reunião marcada para esta terça-feira, às 9h

  • Brasília | Camila Costa, do R7, em Brasília

Presidente da CPMI, Arthur Maia, e a relatora, Eliziane Gama

Presidente da CPMI, Arthur Maia, e a relatora, Eliziane Gama

Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do 8 de Janeiro ouve nesta terça-feira (3) Argino Bedin, empresário do agronegócio suspeito de financiar os atos que acabaram em vandalismo na praça dos Três Poderes. Conhecido em Mato Grosso como “pai da soja”, Bedin é sócio de pelo menos nove empresas no estado.

“É imperioso investigar eventuais envolvimentos de atores políticos e públicos que, de qualquer modo, tenham incitado, auxiliado, patrocinado ou se omitido diante da barbárie deflagrada nesse lamentável dia para o Brasil”, justificou o autor no requerimento, deputado Carlos Veras (PT-PE).

Argino Bedin também foi alvo do STF em decisão de novembro de 2022, quando o ministro do STF Alexandre de Moraes bloqueou a conta de 43 empresários suspeitos de financiar os atos de vandalismo em obstruções de rodovias pelo país. 

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O nome do empresário foi um dos primeiros na lista de possíveis convocados para depor na CPMI. A própria relatora, senadora Eliziane Gama (PSD-MA), chegou a apresentar requerimento para ouvir o empresário. Para ela, o empresário pode apresentar informações importantes para o desfecho dos trabalhos da comissão.

O colegiado pode incluir no relatório final recomendações para a atuação conjunta das forças de segurança pública e uma proposta para considerar como terrorismo a invasão violenta das sedes dos Três Poderes. As sugestões foram feitas pelo presidente do órgão, deputado Arthur Maia (União Brasil-BA).

A ideia é incluir no relatório final recomendações e novos projetos de lei para aprimorar o papel das forças policiais em atentados como o ocorrido na praça dos Três Poderes e coibir novas invasões.

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