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CPMI do INSS avalia condução coercitiva de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master

Presidente da comissão, senador Carlos Viana, atendeu a pedido da defesa do banqueiro e adiou depoimento previsto para esta semana

Brasília|Do R7, com Estadão Conteúdo

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Caso não compareça na data, Daniel Vorcaro poderá ser levado contra a própria vontade para depor Banco Master/Reprodução - Arquivo

O presidente da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou que pode recorrer à condução coercitiva caso o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, não preste depoimento em 26 de fevereiro.

Na terça-feira (3), o senador atendeu a um pedido da defesa do banqueiro e adiou para depois do Carnaval o depoimento de Vorcaro que ocorreria nesta quinta (5).


“A CPMI pode determinar trazê-lo sob condução coercitiva. Vai ficar muito pior se, no dia 26, não ocorrer o que acertamos com a defesa. [Podemos] mandar a polícia buscá-lo em casa, pois temos até autorização do Supremo Tribunal Federal para que ele venha”, comentou Viana, em entrevista nesta quarta-feira (4).

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Carlos Viana disse, ainda, que “é hora de Vorcaro começar a falar”. “Fui muito firme com a defesa para que ele comece a falar para 254 mil aposentados que tinham os descontos pelo banco dele sem confirmação de origem. Ou seja, o INSS repassava o dinheiro ao Master”, completou.


“Queremos entender do senhor Vorcaro de onde ele conseguiu essa carteira. Essa transferência para o INSS foi republicana ou teve favorecimento político? As pessoas que reclamaram de terem sido enganadas foram atendidas de que maneira? E isso foi colocado para a defesa, que mostrou muito boa vontade em trazê-lo caso eu concordasse com o adiamento”, destacou o senador.

Limite de atuação

Viana comentou, ainda, que o objetivo da CPMI do INSS com o depoimento de Vorcaro é restrito às questões dos possíveis descontos irregulares e que a comissão não pode avançar sobre outros aspectos da atuação do Master.


“Eu adoraria investigar toda a relação do banco com o mercado financeiro, com as instituições ligadas ao governo. Mas não posso fazer isso. Meu limite constitucional da CPMI termina nos descontos irregulares. Nossa relação com Daniel Vorcaro e o Banco Master são os 254 mil contratos que ele tinha em mãos”, destacou Viana.

Ainda na terça-feira (3), o presidente da CPMI do INSS esteve com o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Dias Toffoli para tratar de questões relacionadas ao caso.


Toffoli se comprometeu, segundo o parlamentar, a autorizar o deslocamento de Daniel Vorcaro a Brasília (DF) para que preste depoimento à comissão e a liberar o acesso às quebras de sigilo referentes ao banqueiro assim que a PF (Polícia Federal) concluir a consolidação desses dados, dentro de duas ou três semanas.

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