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CPMI do INSS: Mendonça torna facultativo depoimento de ex-sócio de Vorcaro

Ministro do STF libera Augusto Ferreira Lima de comparecer à comissão; caso vá ao colegiado, o banqueiro terá direito ao silêncio

Brasília|Mariana Saraiva, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Ministro André Mendonça do STF torna facultativo o depoimento do banqueiro Augusto Lima à CPMI do INSS.
  • A defesa de Lima argumentou que ele seria tratado como investigado na convocação.
  • Mendonça garante prerrogativas ao banqueiro, como o direito ao silêncio e a presença de advogado.
  • A CPMI investiga fraudes em descontos de benefícios para aposentados e pensionistas.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Para André Mendonça, banqueiro não pode ser obrigado a produzir provas contra si mesmo Victor Piemonte/STF- 26.02.2026

O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), decidiu tornar facultativo o comparecimento do banqueiro Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do empresário Daniel Vorcaro, à CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) que investiga fraudes no INSS.

Lima havia sido convocado para depor nesta quarta-feira (11). A defesa, no entanto, recorreu ao Supremo argumentando que os fundamentos da convocação indicariam que ele seria tratado, na prática, como investigado.


Na decisão, Mendonça afirmou que o pedido deve ser aceito para afastar a obrigatoriedade da presença. “Defiro o pleito formulado para afastar a obrigatoriedade de comparecimento, transmudando-a em facultatividade, deixando a cargo do requerente a decisão de comparecer, ou não”, escreveu o ministro.

Com a medida, o banqueiro poderá decidir livremente se comparecerá ou não à sessão da CPMI.


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O ministro também estabeleceu garantias caso Lima resolva prestar depoimento. Segundo a decisão, ele terá direito ao silêncio, poderá estar acompanhado de advogado, não precisará assumir o compromisso de dizer a verdade e não poderá sofrer qualquer tipo de constrangimento físico ou moral por exercer essas prerrogativas.

Mendonça baseou a decisão em precedentes do STF que reconhecem a garantia constitucional contra a autoincriminação — princípio pelo qual investigados não podem ser obrigados a produzir provas contra si mesmos.


A CPMI do INSS investiga um esquema de descontos irregulares em benefícios de aposentados e pensionistas, revelado em operações policiais recentes. A decisão do Supremo foi encaminhada com urgência à presidência do colegiado e às defesas envolvidas.

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