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CPMI do INSS vai a Mendonça contra ordem de Toffoli e pede acesso a dados sigilosos de Vorcaro

Documentos informam que o Banco Master concedeu R$ 250 mil empréstimos com índices de fraudes

Brasília|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Integrantes da CPMI do INSS vão solicitar ao ministro do STF, André Mendonça, a devolução de dados sigilosos de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
  • Os dados foram bloqueados pelo ministro Dias Toffoli, que impediu sua disponibilização ao colegiado em dezembro.
  • A CPMI investiga fraudes em empréstimos consignados concedidos pelo Banco Master, totalizando mais de R$ 250 mil.
  • Parlamentares argumentam que a retenção dos dados prejudica investigações e limita as prerrogativas do Poder Legislativo.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Master concedeu mais de 250 mil empréstimos consignados com indícios de fraudes, segundo CPMI Lula Marques/Agência Brasil -17.11.2025

Integrantes da CPMI do INSS vão pedir ao ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça, nesta segunda-feira (19), a devolução de dados bancários, fiscais e telemáticos de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

As informações foram retiradas da comissão pelo ministro Dias Toffoli, em 12 de dezembro, que determinou que elas não ficassem disponíveis ao colegiado. Em 4 de dezembro, a CPMI havia aprovado requerimentos para quebra de sigilos do banqueiro.


A comissão argumenta que o Banco Master concedeu mais de 250 mil empréstimos consignados com indícios de fraudes e, por isso, precisa das informações para aprofundamento do inquérito parlamentar.

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Em declaração recente, o presidente INSS (Instituto Nacional de Seguro Social), Gilberto Waller Júnior, confirmou os indícios de fraudes nos consignados do Master.


A CPMI do INSS foi criada para investigar crimes relacionados a descontos associativos ilegais em aposentadorias e também a empréstimos consignados.

O pedido apresentado a André Mendonça é assinado pela cúpula da oposição no colegiado: Alfredo Gaspar (União-AL), relator; os senadores Rogério Marinho (PL-RN) e Eduardo Girão (Novo-CE), e os deputados Marcel Van Hattem (Novo-RS), Adriana Ventura (Novo-SP) e Luiz Lima (Novo-RJ).


“Esse dado superveniente se soma a um conjunto probatório já robusto e confirma que as irregularidades não se limitaram a condutas isoladas, mas envolveram uma atuação estruturada e reiterada do Banco Master no âmbito do crédito consignado do INSS, com possíveis reflexos penais, administrativos e civis”, diz a petição.

Os parlamentares argumentam que, passados mais de 30 dias desde a decisão de Toffoli, não houve deliberação definitiva do STF sobre a destinação das informações solicitadas. Os dados estão sob custódia administrativa do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).


Na avaliação do grupo, esse cenário cria um “um precedente inédito de bloqueio de documentos legalmente produzidos” por uma CPI.

“Não há investigação séria possível quando provas legalmente produzidas por uma CPI são retiradas do seu alcance e ficam indefinidamente bloqueadas. A decisão do Ministro Toffoli representa mais uma interferência indevida do STF no exercício das prerrogativas do Poder Legislativo, esvaziando o papel constitucional do Congresso. A devolução imediata desses documentos é essencial”, afirmou Marcel van Hattem, líder do Novo na Câmara.

O pedido feito ao ministro André Mendonça se deu pelo fato de ele ser o responsável, no STF, pela investigação sobre as fraudes no INSS. Toffoli cuida do inquérito relacionado a indícios de fraudes no Banco Master.

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