Crack faz mulher perder marido, emprego e até os filhos
Para sustentar o vício, furta dinheiro e objetos de familiares e vizinhos
Brasília|Do R7, com a TV Record Brasília

Por conta do vício em crack, uma mulher perdeu o marido, emprego e até os filhos. A cunhada dela, que não quer ser identificada, disse, emocionada, que não sabe mais o que fazer.
— É de partir o coração. Agora ela parece uma mendiga velha. Está magra e suja. É a cunhada que mais gosto, tento ajudar e ela nunca aceita.
Há três anos, o vício do crack está destruindo a vida da família. A vítima é Gislene Pereira da Silva, de 30 anos, que já perdeu quase tudo para sustentar as drogas.
— Perdeu o marido, a guarda dos filhos, o respeito da família e até a autoestima.
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Hoje, Gislene vive pelas ruas do Jardim ABC, bairro da Cidade Ocidental (GO), região do Entorno do DF. Não existe um ponto fixo para encontrá-la, mas, para sustentar o vício, ela passou a cometer furtos de objetos e até dinheiro de pessoas com quem mantém contato.
Nos últimos meses, a situação ficou ainda mais grave, porque passou a furtar os moradores da cidade que agora ameaçam e cobram satisfação da família da mulher.
— Como estratégia, ela usa a conversa. No primeiro momento de distração, pega o que está interessada, geralmente celular.
Quando está no limite da vida nas ruas, o refúgio dela é o barraco, simples, do irmão. E quando chega, está irreconhecível.
— Chega muito suja, imunda e com muita fome. É difícil vê-la nesta situação.
Mesmo na casa do irmão, Gislene não deixa o vício. Para disfarçar, tenta fingir que está lavando roupa no tanque para acender o cachimbo com a pedra de crack. Um carro abandonado no lote também serve como esconderijo da mulher, que se tranca no veículo e, com os vidros fechados, fica horas fumando crack.
A família prefere se preservar porque tem medo. Os irmãos disseram que já fizeram de tudo. Gislene chegou a ser presa por roubo e, depois, foi internada em uma clínica de recuperação em Planaltina, região administrativa do DF. Hoje, a família tenta, mais uma vez, afastar a mulher do crack.
— Não desistimos dela. Sabemos que, se ela quiser, pode sair dessa. É triste, muito triste. Meu maior sonho é ver minha irmã se tratando de verdade em uma clínica.
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