Crise do petróleo pode impactar preço dos alimentos antes do previsto, diz economista
Tiago Velloso analisa os impactos do aumento nos combustíveis diante da escalada do conflito no Oriente Médio
Brasília|Do R7, com RECORD NEWS
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O aumento no preço dos combustíveis devido à escalada do conflito no Oriente Médio tem gerado discussões sobre os impactos da guerra na economia brasileira. Em entrevista ao Jornal da Record News de quarta-feira (18), o economista Tiago Velloso diz que o repasse antecipado de preços pode ocorrer mesmo sem um aumento oficial da Petrobras.
Velloso explica que, apesar de o diesel ser um importante combustível para o transporte rodoviário brasileiro, as medidas focadas apenas no produto podem distorcer o mercado ao favorecer importadores, trazendo prejuízo à produção nacional.

“O Brasil é muito dependente do diesel, lembrando que 65% do nosso transporte rodoviário via caminhões é dependente do diesel. Como a gente importa cerca de um quarto de todo o consumo de diesel que a gente tem no país, se não tiver nenhuma alternativa como biodiesel, [...] a gente pode de fato acabar sentindo essa diferença, entre a diferença do diesel via importação e via mercado interno”, explica.
Sobre a proposta governamental de zerar os impostos estaduais em uma tentativa de conter a alta dos combustíveis, medida que enfrenta resistência dos estados, o economista afirma que qualquer redução seria pequena diante das condições econômicas globais.
“O impacto do ICMS acabaria sendo marginal, ele acaba não sendo expressivo. Obviamente, num cenário de colapso, de choque de oferta, como o cenário que a gente está tendo, qualquer diminuição para o consumidor faz uma diferença. E aí isso vira muito um jogo político”, pontua.
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