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Crise do petróleo pode impactar preço dos alimentos antes do previsto, diz economista

Tiago Velloso analisa os impactos do aumento nos combustíveis diante da escalada do conflito no Oriente Médio

Brasília|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Tiago Velloso, economista, analisa os impactos dos aumentos de combustíveis na economia brasileira.
  • O diesel, crucial para o transporte rodoviário, pode gerar distorções no mercado se as medidas governamentais forem mal direcionadas.
  • Aumento nos preços dos combustíveis pode demorar até três meses para refletir nos preços dos alimentos nos supermercados.
  • Resistência dos estados à proposta de zerar impostos estaduais pode dificultar medidas eficazes para reduzir preços.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O aumento no preço dos combustíveis devido à escalada do conflito no Oriente Médio tem gerado discussões sobre os impactos da guerra na economia brasileira. Em entrevista ao Jornal da Record News de quarta-feira (18), o economista Tiago Velloso diz que o repasse antecipado de preços pode ocorrer mesmo sem um aumento oficial da Petrobras.

Velloso explica que, apesar de o diesel ser um importante combustível para o transporte rodoviário brasileiro, as medidas focadas apenas no produto podem distorcer o mercado ao favorecer importadores, trazendo prejuízo à produção nacional.


Pessoa abastece veículo grande, provavelmente caminhão. Mão segura bico preto da bomba de combustível encaixado em tanque metálico cilíndrico. Ao fundo, mangueiras enroladas e partes da estrutura do caminhão.
Economista destacou a necessidade de aumentar a fiscalização nas empresas distribuidoras de petróleo Reprodução/Record News

“O Brasil é muito dependente do diesel, lembrando que 65% do nosso transporte rodoviário via caminhões é dependente do diesel. Como a gente importa cerca de um quarto de todo o consumo de diesel que a gente tem no país, se não tiver nenhuma alternativa como biodiesel, [...] a gente pode de fato acabar sentindo essa diferença, entre a diferença do diesel via importação e via mercado interno”, explica.

Sobre a proposta governamental de zerar os impostos estaduais em uma tentativa de conter a alta dos combustíveis, medida que enfrenta resistência dos estados, o economista afirma que qualquer redução seria pequena diante das condições econômicas globais.


“O impacto do ICMS acabaria sendo marginal, ele acaba não sendo expressivo. Obviamente, num cenário de colapso, de choque de oferta, como o cenário que a gente está tendo, qualquer diminuição para o consumidor faz uma diferença. E aí isso vira muito um jogo político”, pontua.

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