Cúpula do Mercosul: Lula vai a Foz do Iguaçu com impasse diante da União Europeia
Encontro marca o fim da presidência temporária brasileira no bloco, enquanto acordo com a UE enfrenta resistência de países europeus
Brasília|Luiza Marinho*, do R7, em Brasília
LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA
Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul e Estados Associados, marcada para este sábado (20) em Foz do Iguaçu (PR), encerra a presidência temporária do Brasil à frente do bloco.
O encontro acontece em meio a um cenário de balanço positivo das iniciativas impulsionadas pelo governo brasileiro mas também sob um cenário de indefinição sobre a assinatura do acordo de livre comércio com a União Europeia.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa da cúpula após um período em que o Brasil buscou reforçar a integração regional, ampliar o comércio intrabloco e atualizar agendas estratégicas diante de desafios como transição energética, inovação tecnológica e crime organizado transnacional.
Leia mais
Balanço da presidência
Durante a presidência, o Brasil estruturou sua atuação em cinco eixos centrais:
- fortalecimento do comércio entre os países do bloco e com parceiros externos;
- enfrentamento da mudança do clima e promoção da transição energética;
- desenvolvimento tecnológico; combate ao crime organizado;
- e promoção dos direitos dos cidadãos do Mercosul.
Segundo a secretária de América Latina e Caribe do Ministério das Relações Exteriores, embaixadora Gisela Padovan, o comércio intrarregional foi tratado como prioridade estratégica.
“O comércio regional tem alto valor agregado: 75% do que circula são produtos de alto valor agregado, o que significa emprego e renda. Um dos objetivos do Brasil foi reforçar a coesão, identificar problemas e fortalecer o nosso mercado comum”, afirmou.
Outro ponto central foi a retomada do debate sobre a renovação do Focem (Fundo para a Convergência Estrutural do Mercosul), mecanismo criado para reduzir desigualdades entre os países-membros.
Segundo o governo, desde sua criação, o fundo desembolsou cerca de US$ 1 bilhão em mais de 60 projetos estruturantes.
Impasse com a União Europeia
A cúpula em Foz do Iguaçu ocorre em meio à indefinição sobre o acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia.
O tratado era esperado para ser assinado durante o encontro, porém, nesta quinta-feira (19), a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse aos líderes da União Europeia na cúpula da UE que a assinatura do acordo com o Mercosul foi adiada para janeiro.
A assinatura enfrenta resistência de países como França e Itália, que prevêem impactos negativos em seus setores agrícolas.
O presidente Lula afirmou nesta semana que o acordo é “mais favorável à União Europeia” do que ao bloco sul-americano, mas tem grande peso político.
“É uma resposta de sobrevivência do multilateralismo àqueles que querem construir o unilateralismo”, afirmou.
Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp















