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Cúpula do Mercosul: Lula vai a Foz do Iguaçu com impasse diante da União Europeia

Encontro marca o fim da presidência temporária brasileira no bloco, enquanto acordo com a UE enfrenta resistência de países europeus

Brasília|Luiza Marinho*, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Cúpula do Mercosul em Foz do Iguaçu encerra a presidência temporária do Brasil no bloco.
  • O evento ocorre com um balanço positivo das iniciativas do governo, mas há indefinições sobre o acordo de livre comércio com a União Europeia.
  • O Brasil focou em fortalecer o comércio intrabloco e promover a integração regional durante sua presidência.
  • A assinatura do acordo com a UE foi adiada para janeiro devido à resistência de países como França e Itália.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

União Europeia adiou a assinatura do acordo com o Mercosul Ricardo Stuckert/PR - 18.12.2025

A Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul e Estados Associados, marcada para este sábado (20) em Foz do Iguaçu (PR), encerra a presidência temporária do Brasil à frente do bloco.

O encontro acontece em meio a um cenário de balanço positivo das iniciativas impulsionadas pelo governo brasileiro mas também sob um cenário de indefinição sobre a assinatura do acordo de livre comércio com a União Europeia.


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa da cúpula após um período em que o Brasil buscou reforçar a integração regional, ampliar o comércio intrabloco e atualizar agendas estratégicas diante de desafios como transição energética, inovação tecnológica e crime organizado transnacional.

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Balanço da presidência

Durante a presidência, o Brasil estruturou sua atuação em cinco eixos centrais:


  • fortalecimento do comércio entre os países do bloco e com parceiros externos;
  • enfrentamento da mudança do clima e promoção da transição energética;
  • desenvolvimento tecnológico; combate ao crime organizado;
  • e promoção dos direitos dos cidadãos do Mercosul.

Segundo a secretária de América Latina e Caribe do Ministério das Relações Exteriores, embaixadora Gisela Padovan, o comércio intrarregional foi tratado como prioridade estratégica.

“O comércio regional tem alto valor agregado: 75% do que circula são produtos de alto valor agregado, o que significa emprego e renda. Um dos objetivos do Brasil foi reforçar a coesão, identificar problemas e fortalecer o nosso mercado comum”, afirmou.


Outro ponto central foi a retomada do debate sobre a renovação do Focem (Fundo para a Convergência Estrutural do Mercosul), mecanismo criado para reduzir desigualdades entre os países-membros.

Segundo o governo, desde sua criação, o fundo desembolsou cerca de US$ 1 bilhão em mais de 60 projetos estruturantes.


Impasse com a União Europeia

A cúpula em Foz do Iguaçu ocorre em meio à indefinição sobre o acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia.

O tratado era esperado para ser assinado durante o encontro, porém, nesta quinta-feira (19), a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse aos líderes da União Europeia na cúpula da UE que a assinatura do acordo com o Mercosul foi adiada para janeiro.

A assinatura enfrenta resistência de países como França e Itália, que prevêem impactos negativos em seus setores agrícolas.

O presidente Lula afirmou nesta semana que o acordo é “mais favorável à União Europeia” do que ao bloco sul-americano, mas tem grande peso político.

“É uma resposta de sobrevivência do multilateralismo àqueles que querem construir o unilateralismo”, afirmou.

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