Daniel Vorcaro, do Banco Master, deixa prisão e passa a usar tornozeleira eletrônica
Banqueiro foi alvo de operação da PF e é investigado por fraude nas operações de compra do BRB
Brasília|Lis Cappi, do R7, em Brasília
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Dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, deixou a prisão neste sábado (29) e passou a utilizar tornozeleira eletrônica. O banqueiro foi alvo de operação da Polícia Federal e é investigado por fraude nas operações de compra do banco pelo BRB (Banco Regional de Brasília).
Vorcaro estava preso há quase duas semanas. Ele foi detido por policiais federais no último dia 17, enquanto tentava embarcar para o exterior em um jatinho particular, no Aeroporto de Guarulhos. Estava preso, desde então, no Centro de Detenção Provisória da mesma cidade em São Paulo.
Além dele, outros sócios do banco também foram alvo da operação policial que apura a concessão de créditos falsos pelo Master para reforçar a tentativa de compra da instituição pelo BRB.
A apuração aponta para fraudes na casa dos R$ 17 bilhões. A situação levou o Banco Central a decretar liquidação extrajudicial do Master.
Soltura de Vorcaro
A decisão que beneficia o banqueiro foi emitida pela desembargadora Solange Salgado da Silva, do TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região), e substitui a prisão preventiva por um conjunto de medidas cautelares.
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Fazem parte das restrições o uso de tornozeleira eletrônica, além das seguintes medidas que deverão ser cumpridas pelo banqueiro:
- Comparecimento periódico à Justiça;
- Proibição de contato com outros investigados, testemunhas e funcionários ou ex-funcionários do Banco Master e do BRB;
- Proibição de deixar o município de residência sem autorização judicial;
- Proibição de sair do país, com retenção do passaporte;
- Suspensão de qualquer atividade econômica ou financeira ligada à gestão de empresas.
Investigação sobre negócio com o BRB
A transação sob investigação entre o Banco Master e o BRB se baseava, segundo as autoridades, em uma engenharia financeira complexa, hoje no centro da Operação Compliance Zero.
A hipótese dos investigadores é que a negociação para aquisição do Banco Master pelo banco público do Distrito Federal teria sido usada como plataforma para um esquema de majoração artificial do patrimônio da instituição privada.
Para isso, o Master teria recorrido à circulação de carteiras de crédito inexistentes, irregulares ou sem lastro suficiente, que eram estruturadas inicialmente por meio de uma Sociedade de Crédito Direto supostamente vinculada ao grupo e, depois, revendidas ao BRB.
Essa cadeia de operações teria como objetivo, de acordo com os investigadores, socorrer financeiramente o Master, inflando seu balanço.
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