Defesa de Bolsonaro atribui alerta da tornozeleira a confusão mental e pede fim de prisão preventiva
Ao responder STF sobre tornozeleira danificada, advogados também sustentam ausência de tentativa de fuga
Brasília|Do R7, em Brasília
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A defesa de Jair Bolsonaro respondeu, dentro das 24 horas de prazo dado pelo STF (Supremo Tribunal Federal), a razão do alerta registrado pela tornozeleira eletrônica.
Segundo os advogados, o relatório médico do ex-presidente descreve interação indevida entre remédios utilizados, o que teria provocado confusão mental, pensamentos persecutórios e alucinações durante o feriado.
O boletim mencionado pela defesa afirma que a Pregabalina “apresenta importante interação com os medicamentos que ele utiliza regularmente para tratamento das crises de soluços (Clorpromazina e a Gabapentina)” e lista efeitos como “confusão mental, desorientação, coordenação anormal, sedação, transtorno de equilíbrio, alucinações e transtornos cognitivos”.
No mesmo documento, os advogados pedem reconsideração da prisão preventiva decretada por Alexandre de Moraes. A manifestação sustenta que o quadro clínico descrito pelos médicos explica o episódio envolvendo o dispositivo de monitoramento e deve ser levado em conta no julgamento do caso.
A defesa responde às informações entregues pela Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal, que registrou alerta às 00h07 de 22 de novembro indicando violação da tornozeleira.
‘Ferro quente’
O órgão anexou também vídeo no qual Bolsonaro afirma ter usado um “ferro quente” no dispositivo durante o episódio.
Os advogados afirmam: “O vídeo e a avaliação da policial mostram que não houve tentativa de rompimento da pulseira e, portanto, de retirada da tornozeleira”. Eles acrescentam que, na audiência de custódia, Bolsonaro relatou ter tido “alucinação” de presença de escuta no aparelho e tentou abrir a tampa por causa do quadro mental descrito.
A manifestação afirma inexistência de risco de fuga e destaca vigilância permanente da residência. Segundo os advogados, “foi antes o próprio Peticionário quem alertou os policiais responsáveis pela vigilância de sua residência sobre a necessidade de substituir a tornozeleira”.
Ao final, a defesa solicita análise do pedido de prisão domiciliar humanitária, reforçando que o estado de saúde do ex-presidente exige outra forma de custódia.
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