Logo R7.com
RecordPlus
R7 Brasília

Defesa de Bolsonaro atribui alerta da tornozeleira a confusão mental e pede fim de prisão preventiva

Ao responder STF sobre tornozeleira danificada, advogados também sustentam ausência de tentativa de fuga

Brasília|Do R7, em Brasília

  • Google News

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A defesa de Jair Bolsonaro atribui alerta da tornozeleira eletrônica a confusão mental provocada por interação de medicamentos.
  • Relatório médico menciona efeitos colaterais, como alucinações e desorientação, que justificariam o incidente com o dispositivo de monitoramento.
  • Os advogados pedem reconsideração da prisão preventiva, alegando ausência de tentativa de fuga e vigilância permanente na residência.
  • Solicitam também prisão domiciliar, citando problemas de saúde do ex-presidente que exigem uma forma diferente de custódia.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

DAdvogados de Bolsonaro apoiaram explicação sobre tornozeleira em relatório médico Wilton Junior/Estadão Conteúdo - 11.09.2025

A defesa de Jair Bolsonaro respondeu, dentro das 24 horas de prazo dado pelo STF (Supremo Tribunal Federal), a razão do alerta registrado pela tornozeleira eletrônica.

Segundo os advogados, o relatório médico do ex-presidente descreve interação indevida entre remédios utilizados, o que teria provocado confusão mental, pensamentos persecutórios e alucinações durante o feriado.


O boletim mencionado pela defesa afirma que a Pregabalina “apresenta importante interação com os medicamentos que ele utiliza regularmente para tratamento das crises de soluços (Clorpromazina e a Gabapentina)” e lista efeitos como “confusão mental, desorientação, coordenação anormal, sedação, transtorno de equilíbrio, alucinações e transtornos cognitivos”.

No mesmo documento, os advogados pedem reconsideração da prisão preventiva decretada por Alexandre de Moraes. A manifestação sustenta que o quadro clínico descrito pelos médicos explica o episódio envolvendo o dispositivo de monitoramento e deve ser levado em conta no julgamento do caso.


A defesa responde às informações entregues pela Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal, que registrou alerta às 00h07 de 22 de novembro indicando violação da tornozeleira.

‘Ferro quente’

O órgão anexou também vídeo no qual Bolsonaro afirma ter usado um “ferro quente” no dispositivo durante o episódio.


Os advogados afirmam: “O vídeo e a avaliação da policial mostram que não houve tentativa de rompimento da pulseira e, portanto, de retirada da tornozeleira”. Eles acrescentam que, na audiência de custódia, Bolsonaro relatou ter tido “alucinação” de presença de escuta no aparelho e tentou abrir a tampa por causa do quadro mental descrito.

A manifestação afirma inexistência de risco de fuga e destaca vigilância permanente da residência. Segundo os advogados, “foi antes o próprio Peticionário quem alertou os policiais responsáveis pela vigilância de sua residência sobre a necessidade de substituir a tornozeleira”.


Ao final, a defesa solicita análise do pedido de prisão domiciliar humanitária, reforçando que o estado de saúde do ex-presidente exige outra forma de custódia.

Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.