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Defesa de Bolsonaro invoca ‘Caso Collor’ para pedir prisão domiciliar ao STF

Devido à sua idade avançada, Collor cumpre pena em casa, segundo decisão do ministro Alexandre de Moraes

Brasília|Bruna Pauxis, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A defesa de Jair Bolsonaro pediu ao STF a conversão de sua prisão para domiciliar, citando o caso de Fernando Collor.
  • Os advogados alegam que a saúde vulnerável de Bolsonaro torna a sua prisão atual incompatível com a dignidade humana.
  • Após um acidente que resultou em um traumatismo craniofacial, Bolsonaro necessita de acompanhamento médico contínuo, que não estaria disponível na prisão.
  • Além do pedido de prisão domiciliar, a defesa solicita uma avaliação médica independente sobre a condição de saúde de Bolsonaro.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A defesa de Bolsonaro comparou o caso com o de Fernando Collor Montagem/ Wilton Junior/Agência Estado/ Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil - Arquivo

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro protocolou, junto ao STF (Supremo Tribunal Federal), nesta terça-feira (13), mais um pedido de transferência para a prisão domiciliar. Desta vez, utilizando como argumento a isonomia jurídica com o caso de Fernando Collor, que teve sua pena convertida em prisão domiciliar pelo próprio ministro Alexandre de Moraes devido à idade avançada.

Os advogados argumentam que, assim como ocorreu com Collor, o risco de quedas e a condição de saúde vulnerável de Bolsonaro tornam o ambiente onde ele está preso, na Superintendência da Polícia Federal, “incompatível” com a dignidade humana. Collor está em tratamento da doença de Parkinson há aproximadamente seis anos, com a constatação real da presença progressiva de graves sintomas motores.


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A petição, endereçada a Moraes, defende que o episódio da facada, de 2018, causou um quadro de “vulnerabilidade clínica permanente” e que a unidade prisional não tem estrutura para oferecer a “assistência humana contínua” ao ex-presidente.

Segundo o documento, Bolsonaro sofreu um traumatismo craniofacial ao cair da própria altura, o que exigiu atendimento médico e exames como tomografias e ressonância magnética. Embora não tenha sido apontada hemorragia intracraniana, a defesa afirma que o episódio comprova que o ambiente prisional é incapaz de evitar intercorrências graves de saúde.


O texto cita uma combinação de patologias crônicas decorrentes das cirurgias abdominais realizadas desde 2018, além de comorbidades cardiovasculares e neurológicas, perda de massa muscular, instabilidade postural, apneia do sono grave e crises de soluço.

Comparação com Collor

A defesa do liberal alega que seu caso é ainda mais grave que o de Collor. Segundo seus advogados, o suposto risco ao qual ele estaria submetido “já se materializou”, com sua queda recente. “A execução penal não pode se estruturar sobre a expectativa de que a sorte continue a intervir”, diz o texto.


Além da conversão imediata para o regime domiciliar com monitoramento eletrônico, os advogados apresentaram um pedido subsidiário: a realização de uma avaliação médica independente de urgência para verificar se o estado clínico atual de Bolsonaro é compatível com a manutenção no ambiente prisional.

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