Brasília DF tem primeiro caso de flurona, diz Sindicato dos Laboratórios

DF tem primeiro caso de flurona, diz Sindicato dos Laboratórios

Paciente é criança de 8 anos, de Águas Claras. Exames apontaram dupla infecção, por gripe e Covid-19, afirma presidente da entidade

  • Brasília | Jéssica Moura, do R7, em Brasília

Testes para detecção de Covid-19

Testes para detecção de Covid-19

Michaela Rehle/Reuters

O presidente do Sindicato dos Laboratórios de Pesquisas e Análises Clínicas do Distrito Federal, Alexandre Bitencourt, informou que o primeiro caso de flurona, infecção por Covid-19 e gripe ao mesmo tempo, foi registrado na capital federal. Os exames apontaram o contágio pelos dois vírus em uma criança de 8 anos. O nome "flurona" foi criado a partir de partículas das palavras "influenza", o vírus da gripe, e "corona", o da Covid.

"Recebemos o relato de um dos nossos associados, da dupla infecção, tanto por influenza A tanto pelo coronavírus", afirmou. A criança apresentou fortes sintomas gripais, por isso o médico solicitou os dois testes. "Os sintomas são muito parecidos. Em uma coleta só, são feitos os dois exames", explica Bitencourt. "Isso auxilia o médico no tratamento da infecção."

Teste de Covid-19 e influenza positivos

Teste de Covid-19 e influenza positivos

Reprodução

A testagem foi feita no dia 28 de dezembro em um laboratório particular de Águas Claras, onde mora a paciente. O estabelecimento tem uma semana para notificar a Secretaria de Saúde sobre os casos. Procurada pelo R7, a pasta ainda não se manifestou sobre o assunto.

Alexandre Bitencourt diz que a infecção não deve ser uma situação isolada no DF. Segundo ele, a demanda por testes para detecção de infecções por gripe e coronavírus aumentaram no fim do ano nos laboratórios particulares. "A gente observou nessa última semana de dezembro e começo do mês de janeiro um aumento de 50% no volume de pacientes procurando esses testes."

Com isso, os diagnósticos para as duas infecções também subiram. No caso da Covid-19, entre novembro e dezembro do ano passado, houve um crescimento de 16% nos resultados positivos para a doença. Em relação à gripe, o salto foi de 24%.

Bitencourt afirma que isso não se refletiu em situações consideradas graves. "Apesar desse aumento de casos positivos, a taxa de mortalidade tem se mantido baixa. É um reflexo da vacinação que tem protegido a população contra casos mais graves dessas doenças, o que evita que vírus se dissemine."

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