Dino diz que ‘bezerro de ouro do direito’ é querer enriquecer a qualquer preço
Fala se dá em meio a escândalos que supostamente relacionam ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli a Daniel Vorcaro
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O ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), criticou a busca por enriquecimento a qualquer custo, o que chamou de “bezerro de ouro do direito”. Ele deu a declaração na sexta-feira (6), durante aula magna na Emerj (Escola da Magistratura do Rio de Janeiro).
“Não se assustem; passará. Quem conhece a história, ou na vertente laica ou na vertente religiosa, sabe que os desertos existem, e você tem de atravessar. Você não pode se perder. Vocês sabem qual é o bezerro de ouro do direito? Enriquecer a qualquer preço, a qualquer custo. Tanta gente se perde nisso”, comentou.
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O ministro ainda afirmou que as pessoas se dedicam; estudam; viram magistrados ou magistradas; depois, são punidas. “Tanto advogado que lutou, quando vê, está preso por lavagem de dinheiro. Isso é bezerro de ouro. Isso é o desvio do caminho. É no tempo da escuridão e do deserto que você tem de reforçar a fé. E, neste caso, nossa fé é laica, é a fé nos direitos constitucionais”, completou.
Nos livros religiosos, o bezerro de ouro é idolatria e desobediência, uma adoração que gerou ira e resultou na destruição do ídolo, bem como na punição dos envolvidos.
A fala do ministro se dá em meio aos escândalos que envolvem os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, por supostas negociações com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master.
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