Brasília Documento do MS recomenda vacinação apenas de adolescentes com comorbidades

Documento do MS recomenda vacinação apenas de adolescentes com comorbidades

Ministério da Saúde ainda não se manifestou oficialmente sobre o documento. No começo do mês, pasta havia liberado a vacinação

  • Brasília | Priscila Mendes e Kelly Almeida, do R7, em Brasília

DENNY CESARE/ESTADÃO CONTEÚDO

Uma nota informativa da Secretaria Extraordinária de Enfrentamento à Covid-19 do Ministério da Saúde, divulgada na noite de quarta-feira (15), informa que a pasta não recomenda a vacinação de crianças e adolescentes menores de 18 anos sem comorbidades. Em 2 de setembro, o ministério havia publicado uma nota informativa recomendando a vacinação deste público. Depois da recomendação, Natal e Salvador já anunciaram a suspensão. 

O documento, do Sistema Eletrônico de Informação (SEI), diz que a "Secretaria Extraordinária de Enfrentamento à Covid-19, na Nota Técnica nº 40/2021-SECOVID/GAB/SECOVID/MS, revisou a recomendação para imunização contra COVID-19 em adolescentes de 12 a 17 anos, restringindo o seu emprego somente aos adolescentes de 12 a 17 anos que apresentem deficiência permanente, comorbidades ou que estejam privados de liberdade, apesar da autorização pela Anvisa do uso da Vacina Cominarty (Pfizer/Biontech)".

Entre as justificativam que constam no documento para a não imunização do grupo estão: a Organização Mundial de Saúde não recomenda a imunização de criança e adolescente, com ou sem comorbidades; a maioria dos adolescentes sem comorbidades acometidos pela Covid-19 apresentam evolução benigna, apresentando-se assintomáticos ou oligossintomáticos; somente um imunizante foi avaliado em ECR; os benefícios da vacinação em adolescentes sem comorbidades ainda não estão claramente definidos.

O documento tem assinatura de Rosana Leite de Melo, secretária Extraordinário de Enfrentamento à Covid-19, e teria sido assinado eletronicamente em 15 de setembro, às 21h30.

O R7 busca resposta do Ministério da Saúde desde às 7h40 desta quinta-feira (16), mas, até agora, não teve resposta. A Assessoria de Comunicação da pasta disse que vai se manifestar por nota.

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